Cultura tradicional ganha vida, manufatura inteligente acelera: representantes da mídia globais sentem pulso da modernização chinesa em Beijing-Xinhua

Cultura tradicional ganha vida, manufatura inteligente acelera: representantes da mídia globais sentem pulso da modernização chinesa em Beijing

2026-11-07 20:58:45丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 7 nov (Xinhua) -- "É impressionante como os chineses estão encontrando o equilíbrio entre preservar a história e também avançar com tecnologia, inteligência artificial", manifestou Marcia Carmo, jornalista do Brasil 247, ao visitar o Templo Ancestral Imperial (Tai Miao).

Após 23 anos, esta é a segunda vez que Carmo visita a China, para participar da 7ª Cúpula Mundial da Mídia.

O Templo Ancestral Imperial, construído desde 1420, é local onde os antigos imperadores chineses realizavam cerimônias memoriais aos ancestrais da família imperial. Hoje, essa antiga construção ritual atrai jovens chineses com trajes, maquiagem e adornos de cabelo das dinastias Ming e Qing, tirando fotos e fazendo check-in no local.

"A cultura tradicional faz parte da essência de um país, portanto, preservar a cultura tradicional serve para que as futuras gerações saibam de onde vieram e como nasceu e se desenvolveu o seu país", observou ela.

Nos últimos anos, a cultura tradicional ganha nova vitalidade e estimula consumos relevantes: marcas de vestuário de estilo "novo chinês" lançam roupas redesenhadas que combinam elementos tradicionais com as necessidades da vida moderna, conquistando cada vez mais jovens; degustar chá e assistir a apresentações de teatro tradicional em casa de chá tornaram-se opção de lazer muito procurado.

"Vocês estavam cuidando da cultura, dos turistas. Vocês reconstruíram da melhor forma, oferecem serviço e infraestrutura melhores, e assim podemos vivenciar não apenas a modernidade, mas, ao mesmo tempo, a história", observou Marek Traczyk, presidente da Associação de Mídia da Polônia.

No Mundo dos Robôs, em Yizhuang, Beijing, robôs de diversas formas e aplicados em diferentes cenários atraíram grande atenção dos representantes de mídia de todo o mundo -- da preparação de café à triagem logística de mercadorias, do empacotamento de produtos à área da saúde e ao lazer esportivo. Ali também foram exibidos os robôs que participaram da meia maratona de robôs humanoides de 2026, competição que contou com a presença de equipes do Brasil e de outros países.

"É bastante impressionante a variedade de robôs e como eles estão fazendo coisas cada vez mais precisas", observou Marcos de Oliveira, diretor de redação do Monitor Mercantil, do Brasil, enfatizando que o intercâmbio "reforça os laços entre os dois países e também ajuda o desenvolvimento da tecnologia do Brasil".

Em um complexo de 420 mil metros quadrados para a produção de veículos de nova energia (VNEs) da Xiaomi, raramente se veem trabalhadores. Da fundição sob pressão e da estampagem à carroceria, da pintura à montagem final, cada etapa do processo se encadeia com eficiência graças à atuação de robôs. Segundo os funcionários, cerca de mil veículos novos são montados ali por dia.

"O que mais chamou a atenção na visita à Xiaomi foi o alto grau de automatização da fábrica", comentou Oliveira, destacando também a importação de veículos de nova energia (NEVs) de marcas chinesas pelo Brasil. "Os brasileiros são muito abertos a novidades e abraçaram os NEVs, cuja ampla maioria é de veículos chineses."

"A chegada desses veículos já mexeu no mercado, ao ampliar a oferta e reduzir o custo de compra, além de obrigar as montadoras tradicionais aqui instaladas a aperfeiçoar seus modelos", observou ele.

Ao mesmo tempo, a China deixou de se limitar à exportação de produtos e passou a aprofundar sua atuação em toda a cadeia produtiva, o que traz uma série de efeitos para o Brasil. "Um primeiro efeito é na capacitação de mão de obra e empregabilidade. A BYD já é a segunda maior empregadora industrial do estado da Bahia, onde está instalada a fábrica de automóveis," indicou ele.

"Mas isso deve ser visto apenas como o começo. Numa relação ganha-ganha, os próximos passos devem ser ampliar a participação nacional e, em seguida, trabalhar em projetos conjuntos, com transferência de tecnologia", acrescentou. Fim

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