Rio de Janeiro, 4 nov (Xinhua) -- O Brasil gerou 1,248 milhão de empregos formais entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O acumulado representa 27,9% a menos do que no mesmo período do ano passado, quando haviam sido gerados 1.731.398 postos.
O saldo entre janeiro e setembro é resultado de 20,826 milhões de contratações e 19,577 milhões de desligamentos.
Em setembro, foram criados 121.300 postos de trabalho com contrato formal, um número 43,5% menor do que no mesmo mês de 2025, quando o saldo havia sido de 214.600 empregos.
A evolução do emprego reflete os efeitos das elevadas taxas de juros e da desaceleração da economia. O indicador mede a diferença entre contratações e desligamentos e está sujeito a revisões devido a declarações apresentadas fora do prazo pelos empregadores.
Por setores, quatro das cinco atividades analisadas registraram saldos positivos em setembro. O setor de serviços liderou a criação de empregos, seguido pela indústria, pelo comércio e pela construção civil.
A agropecuária foi o único setor com saldo negativo, uma dinâmica comum em setembro devido ao início do período de plantio.
Todas as cinco regiões do país registraram saldos positivos. O salário médio real de admissão situou-se, em setembro, em 2.429,41 reais (US$ 445,7), um patamar 1,88% acima do registrado um ano antes. Apesar da desaceleração na geração de novas vagas, o número total de trabalhadores com contrato formal atingiu 48,35 milhões ao final de setembro, 1,65% acima do nível de setembro de 2025.

