Rio de Janeiro, 13 out (Xinhua) -- O Brasil busca impulsionar o aeroporto internacional do Rio de Janeiro para ampliar a conectividade e malha aérea do país, atraindo mais turistas estrangeiros e aproveitando melhor a infraestrutura aeroportuária existente, afirmou o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein.
"O Aeroporto do Galeão é importante para a conectividade internacional não apenas do Rio, mas de todo o Brasil. Por isso, o crescimento do Galeão significa também o crescimento do país", destacou Faierstein em um evento no Rio de Janeiro.
O Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025, um número recorde, embora ainda inferior à sua capacidade instalada de 37 milhões de viajantes por ano, o que deixa margem para ampliar suas operações e fortalecer a conectividade internacional do Rio de Janeiro.
O impulso ao aeroporto carioca coincide com uma nova etapa de gestão sob a concessionária espanhola Aena, que assumiu oficialmente sua administração após oferecer 2,9 bilhões de reais (US$ 580 milhões) pelo terminal em um leilão realizado em março, com uma taxa de câmbio de 5 reais por dólar.
A nova concessionária prevê aumentar a frequência de voos internacionais e ampliar as conexões com destinos das Américas, Europa e outras regiões. Até janeiro de 2027, estão previstas mais de 50 frequências semanais adicionais para nove destinos internacionais, além da abertura ou retomada de voos com outras nove cidades estrangeiras. Além disso, estão previstos investimentos de cerca de 1 bilhão de reais (US$ 200 milhões) nos próximos três anos para projetos relacionados à infraestrutura e aos serviços aeroportuários, incluindo um hotel, um centro logístico e um hangar para manutenção de aeronaves.
O fortalecimento do Galeão pode contribuir para aproveitar o potencial turístico do Rio de Janeiro, reconhecido internacionalmente por suas praias, seu patrimônio cultural e suas belezas naturais, além de gerar novas oportunidades para os setores hoteleiro, comercial e de serviços.
A estratégia visa diversificar a rede de conexões aéreas internacionais do Brasil e reduzir a dependência de um único grande centro aeroportuário atualmente localizado na Grande São Paulo, o aeroporto de Guarulhos.

