Na Feira do Livro de Frankfurt, editoras chinesas abrem caminho para conhecer a China-Xinhua

Na Feira do Livro de Frankfurt, editoras chinesas abrem caminho para conhecer a China

2026-10-12 10:40:40丨portuguese.xinhuanet.com

Visitantes no estande de exposição conjunta da China na Feira do Livro de Frankfurt, em Frankfurt, Alemanha, em 7 de outubro de 2026. (Xinhua/Du Zheyu)

A presença de editoras chinesas na maior feira de livros do mundo é impulsionada pelo crescente interesse em saber mais sobre a China e sua cultura.

Frankfurt, 10 out (Xinhua) -- Na Feira do Livro de Frankfurt, os livros são mais do que produtos em exposição. Para muitos leitores internacionais e profissionais do mercado editorial, eles oferecem uma janela para a China, sua história, cultura, sociedade e modos de vida em transformação.

Este ano, cerca de 170 instituições chinesas do setor editorial participam da feira, que dura cinco dias, com até 55 eventos, que vão de debates e negociações de direitos de publicação a sessões de autógrafos e lançamentos de livros. Por meio de livros, traduções e intercâmbios presenciais, as editoras chinesas buscam levar mais histórias sobre a China ao público global, ao mesmo tempo em que estreitam laços com suas homólogas internacionais.

A presença de editoras chinesas na maior feira de livros do mundo é impulsionada pelo crescente interesse em saber mais sobre a China e sua cultura.

Falando em nome dos leitores de seu país, Mohamad El Khatib, CEO da Digital Future, uma editora libanesa, disse à Xinhua que a China está se tornando cada vez mais conhecida em diversos países, especialmente nos países árabes.

As histórias chinesas ressoam entre os leitores dos países árabes porque "compartilham muitos valores", observou Khatib.

"Isso nos leva a refletir sobre os valores da cultura chinesa, seus valores, , como o respeito à família, à vida, aos pais e a tudo".

Um leitor conversa com um funcionário no estande de exposição conjunta da China na Feira do Livro de Frankfurt, em Frankfurt, Alemanha, em 7 de outubro de 2026. (Xinhua/Du Zheyu)

Christina Werum-Wang, diretora alemã do Instituto Confúcio de Frankfurt, acredita que os livros são uma das melhores formas de conhecer a China, especialmente para quem não tem amigos chineses.

Ela fez essa declaração durante o evento chamado "Clássicos Selecionados: Obras-Primas Chinesas", organizado pela China International Book Trading Corporation (CIBTC).

O evento reúne várias editoras chinesas de destaque, cada uma apresentando seu mais recente título de destaque. Da ficção literária a obras acadêmicas, os livros selecionados representam o que há de melhor no mercado editorial chinês contemporâneo, oferecendo aos profissionais de direitos editoriais internacionais uma seleção representativa da riqueza do cenário literário da China.

A literatura é uma verdadeira fusão entre língua e cultura, expressando e refletindo a cultura por meio da língua, explicou Werum-Wang, acrescentando que os leitores europeus passaram a ter mais uma oportunidade de descobrir excelentes livros chineses graças à iniciativa "Seleção Literária".

As atrações no estande compartilhado pelas editoras chinesas na Feira do Livro de Frankfurt vão muito além dos livros.

Um leitor é visto no estande de exposição conjunta da China na Feira do Livro de Frankfurt, em Frankfurt, Alemanha, em 7 de outubro de 2026. (Xinhua/Du Zheyu)

Em um canto do estande, pandas de pelúcia estão expostos em fileiras nas prateleiras, atraindo multidões de visitantes curiosos. Entre eles, Alexander B. Voegele parecia satisfeito ao receber um panda de pelúcia como presente.

Morador de Berlim, Voegele conhece bem a popularidade dos pandas, já que os animais do Zoológico de Berlim estão entre os mais populares.

Para Voegele, o panda é um "animal muito simpático" que não precisa falar. "Ele conquista o coração das pessoas". Voegele vai dar o panda de pelúcia para a filha de sua sobrinha. "Ela vai ficar com ele para começar a criar um vínculo com a China".

Além de símbolos culturais físicos, como os pandas, produtos digitais apresentados por empresas de jogos, a exemplo da HoYoverse, também têm atraído um grande público ao estande da China.

Uma fonte da HoYoverse observou que os videogames funcionam como uma nova forma de entrar em contato com a cultura. Os jogadores frequentemente se sentem atraídos por elementos da cultura tradicional presentes nos jogos. Isso, por sua vez, os inspira a ler livros, apreciar apresentações tradicionais e conhecer melhor as raízes culturais no mundo real. Criar essa transição fluida entre os jogos virtuais e experiências culturais variadas no mundo real é justamente o objetivo da empresa.

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