
Uma estudante exibe um trabalho de recorte de papel no Instituto Confúcio da Universidade Estadual de Osh, em Osh, Quirguistão, em 22 de setembro de 2026. (Xinhua/Ding Lei)
Bishkek, 8 out (Xinhua) -- Inicialmente fã de séries de TV chinesas, Zuura Zakirova, 19 anos, agora é estudante da língua chinesa.
Recentemente, a estudante do terceiro ano do Instituto Confúcio da Universidade Estadual de Osh, no Quirguistão, apresentou uma canção chinesa moderna e tocou o guzheng, um instrumento musical tradicional chinês de cordas, recebendo aplausos entusiasmados em um evento do instituto. Essa foi uma de suas conquistas após dois anos de estudo do idioma.
Ela adora assistir a séries de fantasia chinesas. "Fico fascinada pelos figurinos de época dos atores", acrescentando que esse é apenas uma parte de seu fascínio pela cultura chinesa.
O respeito pelos mais velhos e a valorização dos laços familiares, aspectos destacados pela cultura chinesa, têm especial significado para a jovem quirguiz.
"Nossa cultura tem conceitos semelhantes. Adoro quando minha família se reúne em volta da mesa festiva e todos conversam alegremente. Fico feliz nessa atmosfera acolhedora", disse ela.
A experiência de aprender chinês no Instituto Confúcio tem um impacto profundo em sua vida, disse ela. "Estou mais confiante... Eu era tímida. Aqui, conheci muitos professores e fiz muitos amigos".
"Agora, consigo me comunicar livremente com chineses no idioma deles", disse ela.
Zakirova disse que quer ser professora, assim como seus pais, e acrescentou: "Espero ensinar chinês às pessoas no Quirguistão e contribuir para seu desenvolvimento pessoal por meio desse idioma".

Estudantes experimentam a caligrafia chinesa no Instituto Confúcio da Universidade Estadual de Osh, em Osh, Quirguistão, em 22 de setembro de 2026. (Xinhua/Jiang Youlin)
À medida que os laços do Quirguistão com a China se aprofundam, o aprendizado do chinês se torna cada vez mais popular entre os jovens desse país da Ásia Central.
O Instituto Confúcio onde Zakirova estuda já ofereceu cursos de língua chinesa para cerca de 17 mil pessoas desde sua fundação, em 2013. Ao todo, quase 600 estudantes obtiveram bolsas de estudo para estudar na China.
Alguns ex-estudantes retornaram para integrar a equipe do instituto. Entre eles está Gulperi Kadyrbekova.
Uma das primeiras estudantes do instituto, ela se tornou professora da instituição em 2019.
No início de sua trajetória como professora de chinês, o que mais a frustrava era não conseguir responder de imediato às perguntas dos estudantes sobre assuntos mais abrangentes, como a sociedade e a economia chinesas, segundo ela.
Assim, a preparação minuciosa para cada aula, que lhe proporcionou experiência e treinamento valiosos, contribuiu para seu sucesso profissional atual.
Kadyrbekova se orgulha das conquistas de seus estudantes, como a aprovação em exames de proficiência no idioma e a obtenção de oportunidades de estudo no exterior. "Este ano, a primeira turma que ensinei se formou em universidades chinesas. Alguns já conseguiram bons empregos. Fico muito feliz por eles", disse ela.

Uma professora orienta estudantes durante um intervalo no Instituto Confúcio da Universidade Estadual de Jalal-Abad, na cidade de Manas, Quirguistão, em 23 de setembro de 2026. (Xinhua/Ding Lei)
Para Baikazak Sultanbekov, estudante da Faculdade de Línguas Estrangeiras da Universidade Estadual de Jalal-Abad, o sonho agora é ter a oportunidade de estudar na China o mais rápido possível.
Esse desejo surgiu após ouvir o relato de seu primo sobre a vida na China.
"Meu primo mais velho estudou em uma universidade em Shanghai. Ele me contou que o chinês é um idioma difícil, porém interessante, e que a China é um país em rápido desenvolvimento, com arranha-céus e avenidas largas por toda parte. A vida lá é muito prática e conveniente", disse ele. "Senti inveja, então decidi começar a aprender chinês".
O entusiasmo continua. "Acho que o aspecto mais interessante do chinês são os caracteres... cada caractere chinês é como uma obra de arte. É justamente aí que reside o encanto deles", disse ele.

Um professor orienta estudantes sobre xadrez chinês durante um intervalo no Instituto Confúcio da Universidade Estadual de Jalal-Abad, na cidade de Manas, Quirguistão, em 23 de setembro de 2026. (Xinhua/Jiang Youlin)
Determinado a aprimorar sua proficiência linguística o mais rápido possível, Sultanbekov dedica quase seis horas por dia ao estudo do chinês.
"Além dos meus estudos na faculdade e dos cursos no Instituto Confúcio da universidade, reviso em casa o que aprendi em aula, leio livros didáticos para me preparar para os exames de chinês e pratico a escrita dos caracteres chineses", disse o jovem, que também faz questão de falar chinês sempre que possível.
Sultanbekov planeja seguir os passos do primo, continuar os estudos em Shanghai e trabalhar futuramente como intérprete.
"Um número crescente de empresas chinesas atua no Quirguistão... Isso significa que terei uma ampla gama de opções de carreira".




