China pede aprimoramento da governança global de direitos humanos, diz representante-Xinhua

China pede aprimoramento da governança global de direitos humanos, diz representante

2026-10-02 14:25:47丨portuguese.xinhuanet.com

Jia Guide, representante permanente da China junto ao Escritório da ONU em Genebra e a outras organizações internacionais na Suíça, discursa na 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) no Palais des Nations, em Genebra, Suíça, em 30 de setembro de 2026. (Xinhua/Lian Yi)

Genebra, 30 set (Xinhua) -- A China conclamou a comunidade internacional, nesta quarta-feira, a estabelecer um sistema de governança global de direitos humanos que seja justo, equitativo e inclusivo, orientado pela Iniciativa de Governança Global.

Jia Guide, representante permanente da China junto ao Escritório da ONU em Genebra e a outras organizações internacionais na Suíça, fez o pronunciamento ao apresentar uma declaração conjunta intitulada "Aprimorando a Governança Internacional de Direitos Humanos", em nome de 71 países, durante a 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, no Palais des Nations.

A Iniciativa de Governança Global, proposta pelo presidente chinês Xi Jinping em 1º de setembro de 2025, tem recebido apoio e respostas positivas de muitos países e organizações internacionais.

Jia observou, na declaração conjunta, que o cenário internacional passa por mudanças profundas em meio a um ambiente complexo e turbulento, ao mesmo tempo em que a governança global de direitos humanos enfrenta ajustes significativos.

Ele disse que a China apresenta quatro propostas:

Primeiro, adotar uma abordagem centrada nas pessoas. Cabe aos povos de cada país avaliar e melhorar sua própria situação de direitos humanos, de modo a permanecer fiel ao propósito original da governança de direitos humanos e atender às necessidades da população.

Segundo, defender a igualdade soberana. Todos os países devem participar, tomar decisões e se beneficiar em pé de igualdade. É necessário dar maior atenção às vozes do Sul Global. Defendemos a imparcialidade, a objetividade e a não seletividade, e clamamos por diálogo e cooperação baseados no respeito mútuo.

Terceiro, defender a equidade e a justiça. Somos contra a politização e a instrumentalização dos direitos humanos, adotamos uma abordagem holística em relação a todas as categorias de direitos humanos, promovemos reformas na área de direitos humanos de maneira prudente e apoiamos as instituições multilaterais e os especialistas em direitos humanos no cumprimento de seus mandatos de forma objetiva e imparcial.

Em quarto lugar, defendemos o Estado de Direito internacional. Defendemos os propósitos e princípios da Carta da ONU, asseguramos a aplicação igualitária e consistente do direito internacional e das normas internacionais, e opomo-nos a dois pesos e duas medidas, à interferência nos assuntos internos de outros países sob o pretexto de direitos humanos e à imposição dos próprios padrões a outros países.

A declaração conjunta se baseia na plataforma do Grupo de Amigos da Governança Global em Genebra, lançada oficialmente em 27 de fevereiro de 2026, no Palais des Nations.

Foto tirada em 30 de setembro de 2026 mostra um momento da 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) no Palais des Nations, em Genebra, Suíça. (Xinhua/Lian Yi)

Foto tirada em 30 de setembro de 2026 mostra um momento da 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) no Palais des Nations, em Genebra, Suíça. (Xinhua/Lian Yi)

Foto tirada em 30 de setembro de 2026 mostra um momento da 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) no Palais des Nations, em Genebra, Suíça. (Xinhua/Lian Yi)

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