
Atores se apresentam na peça "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" em Sydney, Austrália, em 26 de setembro de 2026. Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado. (Xinhua/Gong Bing)
Sydney, 26 set (Xinhua) -- Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado.
"Foi um espetáculo encantador. Gostei dos personagens e os figurinos estavam incríveis. Achei que seria um pouco difícil de entender, mas ficou claro o papel de cada personagem", disse Tony Rudolph, um espectador, após a apresentação. As crianças na plateia assistiam fascinadas enquanto os animais do zodíaco se moviam pelo palco.
Resultado de uma colaboração entre a China e a Austrália, "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" foi dirigida pelo australiano Peter Wilson, diretor, produtor e manipulador de bonecos, que também dirigiu segmentos da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Asiáticos de Doha 2006.
Encenada pelo Teatro Nacional da China para Crianças, que celebra seu 70º aniversário de fundação este ano, a peça "A Criança Dragão" estreou em Beijing no dia do Ano Novo Chinês de 2008, marcando o início do Ano do Rato. Desde então, a obra tem sido amplamente aclamada em suas turnês por diversos países, incluindo Vietnã, Austrália, México, Estados Unidos e Japão.
Relembrando o nascimento da produção teatral há quase duas décadas, Wilson disse que não esquecerá o inverno rigoroso de 2007 em Beijing, algo com que "os australianos não são particularmente famosos por saber lidar", mas que não diminuiu em nada o entusiasmo criativo da equipe.
"Já estávamos trabalhando com dois idiomas. Então, por que não encontrar uma linguagem teatral capaz de transcender ambos? Movimento, imagem, teatro de bonecos, design e música: cada um desses elementos ajudaria a contar a história", disse Wilson. "Essa possibilidade me empolgava muito. Se conseguíssemos encontrá-la, talvez pudéssemos criar um mundo que não precisasse de tradução; uma história na qual uma criança em Beijing, em Sydney, em Nova York ou em qualquer outro lugar pudesse simplesmente mergulhar".
"A obra nunca teve a intenção de ser um espetáculo australiano. Nunca teve a intenção de ser um espetáculo chinês". O diretor explicou que o zodíaco chinês "nos ofereceu algo profundamente enraizado na cultura chinesa", mas, ao mesmo tempo, "maravilhosamente acessível" por meio de 12 personagens animais.
Ao contar a história de uma criança filha de um dragão e criada sob os cuidados dos 12 animais do zodíaco, a peça explora temas como o amadurecimento e a preservação ambiental.
"Sempre acreditei que há algo incrivelmente poderoso em reunir artistas de culturas diferentes e simplesmente permitir que compartilhem. Compartilhar ideias, tradições, habilidades, histórias e diferentes formas de ver o mundo, não para mudar uns aos outros, nem para decidir qual caminho é melhor, mas para ouvir, manter a curiosidade e, então, criar algo em conjunto que talvez nenhum de nós pudesse ter imaginado sozinho. ‘The Dragon Child’ se tornou uma dessas raras oportunidades", refletiu Wilson.
"Por meio dessa troca, criamos algo único, algo que acabaria viajando muito além de nós, alcançando públicos de diferentes culturas, idiomas e gerações", disse ele. "O pequeno dragão que imaginamos pela primeira vez há quase 20 anos, em uma sala de ensaio em Beijing, continua sua jornada. E, de alguma forma maravilhosa, encontrou o caminho até aqui".
"Ver a obra ganhar vida novamente no palco é incrível", disse Richard Jeziorny, cenógrafo criativo da peça. "Todo esse tempo se passou. Ela continua tão relevante, e o público ainda consegue se conectar e se identificar com ela. É algo muito emocionante".

Atores se apresentam na peça "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" em Sydney, Austrália, em 26 de setembro de 2026. Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado. (Xinhua/Gong Bing)

Espectadores posam para fotos com atores da peça "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" em Sydney, Austrália, em 26 de setembro de 2026. Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado. (Xinhua/Gong Bing)

Uma espectadora posa para foto com um cartaz da peça "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" em Sydney, Austrália, em 26 de setembro de 2026. Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado. (Xinhua/Gong Bing)

Espectadores são entrevistados após assistir à peça "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" em Sydney, Austrália, em 26 de setembro de 2026. Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado. (Xinhua/Gong Bing)

Uma espectadora posa para foto com um cartaz da peça "A Criança Dragão e os Doze Animais do Zodíaco" em Sydney, Austrália, em 26 de setembro de 2026. Sem diálogos falados. Sem necessidade de tradução. Apenas teatro de bonecos, música e movimento. Uma peça sobre o zodíaco chinês teve duas apresentações para um público de mais de 2.000 pessoas em Sydney, no sábado. (Xinhua/Gong Bing)

