Beijing, 17 set (Xinhua) -- A China superou suas metas de reduzir substâncias que destroem o ozônio sob a Emenda de Kigali, com o valor total da eliminação representando mais da metade do alcançado pelos países em desenvolvimento, disse na quarta-feira um funcionário da ecologia e meio ambiente.
A China eliminou gradualmente cerca de 720 mil toneladas de substâncias que destroem o ozônio desde que aderiu ao Protocolo de Montreal, o que representa mais da metade do total que foi gradualmente retirado por países em desenvolvimento no mundo todo, disse Xu Bijiu, vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente.
Xu fez essas declarações em uma reunião em Beijing em comemoração do 10º aniversário da adoção da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, e do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio de 2026.
A comunidade internacional adotou a Emenda de Kigali sob o Protocolo de Montreal há 10 anos, trazendo os hidrofluorocarbonetos (HFCs, sigla em inglês), um gás de efeito estufa não sendo dióxido de carbono, sob o controle do tratado. A implementação completa da emenda deve evitar 0,5 grau Celsius de aquecimento global até o final deste século.
A China aderiu ao Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio em 1991 e aceitou a Emenda Kigali em 2021, comprometendo-se a congelar, a partir de 2024, a produção e o consumo de HFCs nos níveis de base, seguidos por reduções graduais conforme estabelecido na emenda.
Desde a aceitação da Emenda de Kigali, a China tem controlado rigorosamente a produção e o uso de HFCs, reduzindo a produção em mais de 1,185 bilhão de toneladas e reduzindo o uso em 759 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em comparação com seus níveis de base, disse Xu.
No último ano, a autoridade chinesa da ecologia e meio ambiente avançou ativamente em ações de conformidade, melhorou o sistema de gestão de toda a cadeia, aplicou rigorosamente a aprovação de importação e exportação e promoveu alternativas verdes e de baixo carbono, acrescentou.
Daqui para frente, a China continuará a melhorar a gestão de licenciamentos, aumentar a eficiência regulatória, acelerar a promoção de tecnologias alternativas e avançar em seus esforços de conformidade durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), disse Xu.

