Beijing, 1º set (Xinhua) -- A capacidade instalada de energia fotovoltaica (PV) da China ultrapassou a capacidade de energia a carvão pela primeira vez, tornando a energia fotovoltaica a maior fonte de energia do país em termos de capacidade instalada, informou a Administração Nacional de Energia nesta terça-feira.
A capacidade instalada de energia fotovoltaica da China atingiu 1,286 bilhão de quilowatts no final de julho, ultrapassando a capacidade de energia a carvão de 1,285 bilhão de quilowatts, segundo a administração.
"Isso marca um marco na transição da China para uma energia verde e de baixo carbono", disse Liu Zhiqiang, especialista do Conselho de Eletricidade da China, acrescentando que o novo sistema energético do país, com as fontes de nova energia como pilar principal, está tomando forma em um ritmo acelerado.
Até o final de julho, a energia fotovoltaica representava mais de 30% da capacidade instalada total de geração de energia da China. Medida pela capacidade recém-adicionada, a participação subiu para mais de 40% nos primeiros sete meses, ressaltando a rápida expansão do setor fotovoltaico.
A China construiu uma cadeia industrial fotovoltaica completa, abrangendo pesquisa e desenvolvimento, projeto e fabricação integrada. Os progressos tecnológicos, incluindo constantes avanços na eficiência de conversão fotovoltaica, têm ajudado a impulsionar melhorias contínuas e rápidas reduções de custo.
O rápido desenvolvimento da energia fotovoltaica e de outras formas de energia renovável na China também está contribuindo positivamente em nível global.
Com o maior e mais dinâmico sistema de energia renovável do mundo, o país fornece mais de 80% dos módulos fotovoltaicos e 70% dos equipamentos de energia eólica em todo o mundo, contribuindo para a transição verde em muitos países.
Principalmente, em meio às incertezas no abastecimento global de energia e de matérias-primas essenciais, a crescente capacidade de nova energia da China ajudou o país a atender à demanda energética interna, enquanto contribuiu para a estabilidade dos mercados de energia e das cadeias de abastecimento globais, disseram especialistas.

