Rio de Janeiro, 30 jul (Xinhua) -- A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, igualando o menor nível de toda a série histórica iniciada em 2012, enquanto a taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 12,9%, também o menor nível já registrado, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostrou que a taxa de desemprego caiu de 5,6% no trimestre encerrado em maio e permaneceu estável em comparação com o mesmo período de 2025, quando também foi de 5,4%.
O número de desempregados caiu para 6 milhões, uma redução de 3,7% em relação ao trimestre anterior, o que equivale a 231 mil pessoas a menos buscando emprego. Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o número de desempregados diminuiu em 903 mil pessoas, uma redução de 13,1%.
Ao mesmo tempo, a população empregada atingiu um novo recorde de 103,3 milhões de pessoas, após um crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior, com 1,8 milhão de trabalhadores adicionais, e de 2,4% em comparação com o mesmo período de 2025, representando 2,4 milhões de pessoas empregadas a mais. A taxa de emprego atingiu 58,8% da população em idade ativa, a mais alta da série histórica.
O emprego formal continuou a crescer. O número de trabalhadores do setor privado com contratos de trabalho formais atingiu um recorde de 39 milhões, um aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 3,7% na comparação anual. Enquanto isso, a taxa de emprego informal caiu para 37,8% da população empregada, o equivalente a 39 milhões de trabalhadores.
A renda real média dos trabalhadores ficou em 3.477 reais (US$ 680,43). Esse valor se manteve estável em comparação ao trimestre anterior e apresentou um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A renda real total do trabalho atingiu o recorde de 354,4 bilhões de reais (US$ 69,354 bilhões), um aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior e de 5,9% na comparação anual, impulsionado pelo aumento do emprego e pela melhora dos salários.
Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, os resultados refletem a continuidade de um mercado de trabalho fortalecido, com níveis historicamente baixos de desemprego e subutilização da força de trabalho, expansão do emprego formal e aumento da população empregada.

