Beijing, 23 jul (Xinhua) -- O Ministério do Comércio da China expressou na quarta-feira sérias preocupações com a recém-introduzida lei francesa anti-moda ultrarrápida, afirmando que ela impõe restrições discriminatórias contra plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço com investimento chinês e distorce severamente a concorrência justa por meio da legislação.
Um porta-voz do ministério fez essas declarações quando questionado sobre o fato de autoridades francesas identificarem explicitamente plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço, incluindo Shein, Temu e AliExpress, como os principais alvos da legislação.
A lei, sob o pretexto de estabelecer os chamados padrões ambientais e de sustentabilidade, introduziu na prática medidas de exclusão, suspeitas de violar o princípio de não discriminação da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse o porta-voz em comunicado.
A lei constituiu uma barreira comercial contra a China e desviou-se seriamente dos princípios de concorrência justa e livre comércio que a França defende publicamente, disse o porta-voz, acrescentando que ela não só prejudicará os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, mas também prejudicará os interesses dos consumidores franceses.
A China insta a parte francesa a cumprir as regras da OMC, corrigir imediatamente essas práticas discriminatórias e proporcionar um ambiente de negócios justo, transparente e não discriminatório para as empresas com investimento chinês, disse o porta-voz.
A China monitorará de perto a formulação e implementação das regras relevantes e tomará as medidas necessárias para responder caso os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas sejam violados, disse o porta-voz.

