
Sergey Sidin fala durante uma entrevista à Xinhua em Orsha, Belarus, em 9 de julho de 2026. Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola. Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930. (Foto de Zhinkov Henadz/Xinhua)
Orsha, Belarus, 15 jul (Xinhua) -- Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola.
À medida que essa fibra natural atravessa fronteiras e passa a fazer parte do cotidiano de ambos os países, ela tece silenciosamente um laço mais forte de amizade e cooperação entre a China e Belarus.
O clima temperado e úmido de Belarus e seu solo fértil tornam o país uma das principais regiões do mundo para a produção de linho de alta qualidade.
Por séculos, o linho serviu aos bielorrussos não apenas como uma cultura agrícola de destaque, mas como um profundo símbolo do espírito nacional. Uma flor de linho azul em botão adorna o emblema nacional do país, uma prova silenciosa, porém poderosa, da planta que fornece a fibra preciosa e do amor e respeito duradouros que os bielorrussos nutrem por ela.
Hoje, o linho bielorrusso ganha popularidade crescente na China, onde a expansão do comércio e os intercâmbios interpessoais estão dando nova vitalidade a essa fibra centenária.
Sergey Sidin, vice-diretor-geral da Fábrica de Linho de Orsha, enumera as virtudes do linho: alta higroscopicidade, rápida absorção e liberação de umidade, propriedades antiestáticas, qualidades hipoalergênicas e efeitos antibacterianos.
Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930.
A fábrica mantém uma amizade especial com a China. Especialistas bielorrussos participaram da criação da primeira fábrica de linho da China em Harbin, capital da província de Heilongjiang, no nordeste do país, e ofereceram regularmente treinamento técnico aos parceiros chineses.
Sidin ainda se lembra de 1993, quando uma delegação de Harbin veio fazer um estágio na fábrica e os especialistas bielorrussos transmitiram seus conhecimentos sobre o manuseio de um material tão exigente quanto o linho.
A modernização da Fábrica de Linho de Orsha não foi tarefa fácil. Empresas chinesas entraram em cena com financiamento, tecnologia e equipamentos, incluindo uma reformulação completa da segunda unidade fabril da empresa. Esse apoio elevou a qualidade dos produtos e transformou Orsha em uma das fabricantes têxteis mais avançadas de Belarus.
Uma visita à segunda fábrica revelou um ambiente limpo e iluminado, com máquinas de alta velocidade fabricadas na China transformando o linho bruto em fibras finas. A maioria das operações é automatizada, o que contribui para uma maior eficiência produtiva.
"Nossa fábrica antes da reforma era assim. Dá para ver as condições de trabalho difíceis da época. Mantivemos essas fotos para lembrar como os amigos chineses nos ajudaram a modernizar as instalações", disse um funcionário da segunda fábrica, apontando para uma parede com fotos antigas.
Sidin ressalta que pequenos gestos de amizade constroem grandes conquistas: "Esses pequenos tijolos de amizade construíram uma instituição grande e próspera, que continua se desenvolvendo".
Há dois anos, Sidin visitou a China como parte de uma delegação do governo bielorrusso. Impressionado com a escala e a industrialização da produção chinesa, ele disse que o mercado da China é essencial e que as empresas bielorrussas estão ansiosas para exportar produtos de linho e têxteis de alta qualidade para o país, promovendo um comércio mutuamente benéfico.
Para Sidin, o que Belarus e a China estão construindo não é apenas um monumento ao passado, mas um livro que ainda está sendo escrito, com uma nova página a cada dia. "Trabalhar em conjunto nos desafios atuais da indústria têxtil lança as bases para o futuro", disse ele.
Foto tirada em 9 de julho de 2026 mostra produtos locais de linho em Orsha, Belarus. Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola.
Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930. (Foto de Zhinkov Henadz/Xinhua)
Foto tirada em 9 de julho de 2026 mostra a segunda Fábrica de Linho de Orsha após sua completa modernização por empresas chinesas em Orsha, Belarus. Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola.
Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930. (Foto de Zhinkov Henadz/Xinhua)
Uma trabalhadora processa linho na Fábrica de Linho de Orsha, em Orsha, Belarus, em 9 de julho de 2026. Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola.
Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930. (Foto de Zhinkov Henadz/Xinhua)

Uma trabalhadora processa linho na Fábrica de Linho de Orsha, em Orsha, Belarus, em 9 de julho de 2026. Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola.
Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930. (Foto de Zhinkov Henadz/Xinhua)

Uma trabalhadora processa linho na Fábrica de Linho de Orsha, em Orsha, Belarus, em 9 de julho de 2026. Dos campos de linho azul de Belarus às oficinas têxteis e aos mercados da China, o linho transcendeu suas origens como um mero produto agrícola.
Na cidade bielorrussa de Orsha, conhecida como a "capital do linho" do país, está uma das maiores empresas de processamento de linho da Europa, uma instalação com raízes que remontam à década de 1930. (Foto de Zhinkov Henadz/Xinhua)







