Beijing, 5 jun (Xinhua) -- A inteligência artificial (IA) não deveria ser privilégio exclusivo das grandes potências, e muito menos deve dominada por competição e rivalidades, disse na sexta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.
Mao fez essas declarações em uma coletiva de imprensa regular ao responder a uma pergunta relacionada à corrida global da IA. Ela destacou que a IA está mudando profundamente a forma como as pessoas trabalham e vivem, o que representa uma nova fronteira para toda a humanidade.
"A China acredita em uma abordagem centrada nas pessoas para a IA e defende a abertura e a inclusão para garantir que a IA seja uma força para o bem e para todos", disse Mao.
A China apresentou a Iniciativa de Governança Global da IA, realizou a Conferência Mundial de IA por oito anos consecutivos e anunciou a iniciativa da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. O objetivo central desses esforços é construir consenso por meio do diálogo, aprofundar a cooperação e criar um ambiente aberto, igualitário, justo e não discriminatório para o desenvolvimento da IA, acrescentou.
Neste julho, a China sediará a Conferência Mundial de IA 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA em Shanghai.
"A China espera que esta conferência ofereça uma oportunidade para aprofundar os intercâmbios e o diálogo e fortalecer a governança global da IA para um futuro melhor para a humanidade", disse Mao.

