(Multimídia) Países extrarregionais não-EUA sustentam reforço militar no Pacífico Ocidental, diz relatório-Xinhua

(Multimídia) Países extrarregionais não-EUA sustentam reforço militar no Pacífico Ocidental, diz relatório

2026-05-27 12:38:15丨portuguese.xinhuanet.com
Evento de lançamento do "Relatório sobre as Atividades Militares de Países Extrarregionais Não-EUA no Pacífico Ocidental em 2025" é realizado em Beijing, capital da China, em 26 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Yichen)

   Beijing, 27 mai (Xinhua) -- Países extrarregionais, que não os Estados Unidos, continuaram a expandir sua presença militar no Pacífico Ocidental ao longo do ano passado, conduzindo patrulhas de reconhecimento, transitando pelo Estreito de Taiwan e realizando destacamentos avançados, de acordo com um relatório de think tank divulgado nesta terça-feira.

   Compilado a partir de estatísticas incompletas, o "Relatório sobre as Atividades Militares de Países Extrarregionais Não-EUA no Pacífico Ocidental em 2025" registra que 48 navios de guerra, a maioria da Europa, Oceania e Canadá, operaram na região durante o ano passado.

   Esses navios totalizaram 610 dias de operação acumulados, com uma média de quase dois navios em patrulha por dia, informou o relatório produzido pela Iniciativa de Sondagem da Situação Estratégica do Mar do Sul da China (SCSPI, em inglês), um think tank marítimo sediado em Beijing.

   O relatório também registra cerca de 1,5 mil missões de aeronaves militares da Austrália, Canadá, Índia e outras nações externas no Pacífico Ocidental no ano passado. Ele afirma ainda que a verdadeira escala dessas operações era provavelmente maior porque as tripulações podem ter desligado os transponders durante as missões.

   Em 2025, França e Reino Unido implantaram sucessivamente seus respectivos grupos de ataque de porta-aviões no Pacífico Ocidental. A implantação de grandes plataformas ou forças-tarefa tornou-se a principal tática das potências marítimas tradicionais para aumentar sua visibilidade, aponta o relatório.

   Além disso, as marinhas extrarregionais também intensificaram atividades declaratórias e aumentaram o envolvimento em exercícios militares em larga escala, acrescenta.

   O documento observa que, além de coordenar com as operações dos EUA, os objetivos primários dos países extrarregionais são os de afirmar sua presença, fortalecer os laços com os países regionais e defender a chamada "ordem internacional baseada em regras".

   Hu Bo, diretor do think tank, argumentou que, apesar da retórica cuidadosamente elaborada desses países sobre seus movimentos militares no Pacífico Ocidental, está claro que a China continua sendo seu alvo primário.

   Ele também alertou contra a formulação irracional de políticas baseada em afirmações politizadas ou exageradas como "a China pretende dominar o Mar do Sul da China".

   "As divergências nas regras marítimas entre a China e esses países devem ser resolvidas através do diálogo, discussão e coordenação, em vez de por meios militares", enfatizou Hu.

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