
David Aingimea, diretor-executivo da Eigigu Holdings Corporation, dá entrevista à Xinhua em Nauru, em 18 de maio de 2026. (Xinhua/Liu Xiaoyu)
Por Zhang Shuhui, Qi Zijian e Liu Xiaoyu
Yaren, Nauru, 21 mai (Xinhua) -- Às 9h, dentro de uma fábrica de plantas hidropônicas construída em contêineres com assistência chinesa na ilha de Nauru, no Pacífico, trabalhadores colhiam habilmente fileiras de alface fresca e as embalavam cuidadosamente em cestos. Após 30 minutos, 15 quilos de vegetais estavam prontos para entrega.
Às 10h18, os vegetais, reembalados em 15 sacolas com as bandeiras nacionais da China e de Nauru, foram colocados nas prateleiras do Supermercado Eigigu, um mercado local.
Às 10h20, Estar, uma dona de casa local, adicionou uma das sacolas ao seu carrinho de compras.
Da colheita à compra, todo o processo levou apenas 1 hora e 20 minutos.
"É a segunda vez que compro esses vegetais cultivados localmente", disse Estar. "Eles são frescos, saudáveis e mais baratos do que os importados".
Nauru é uma pequena nação insular de coral com uma área de apenas 21 quilômetros quadrados. Devido à quantidade limitada de terras aráveis e às condições precárias do solo, a maioria dos vegetais frescos é tradicionalmente importada por via aérea. Os longos tempos de transporte e os altos custos dos produtos importados representam desafios para os moradores, contribuindo para desequilíbrios alimentares e altas taxas de obesidade.
A fábrica de vegetais foi construída com a ajuda do Grupo Agrícola Jiangmen, na província de Guangdong, no sul da China. Segundo o gerente do projeto, Su Yuanhong, a instalação produziu seu primeiro lote de vegetais em novembro do ano passado.
O projeto opera atualmente duas unidades de cultivo em contêineres, fornecendo vegetais frescos para supermercados locais às segundas, quartas e sextas-feiras.
"A tecnologia hidropônica chinesa não é limitada pelas condições de terra ou clima", disse Su. "Ela também economiza água, é altamente eficiente e muito adequada para países insulares como Nauru".
David Aingimea, diretor-executivo da Eigigu Holdings Corporation, que opera o supermercado local, disse que o projeto permitiu que Nauru alcançasse uma produção local estável de vegetais frescos.
"Não temos o suficiente. A produção acaba rápido. Outro dia, tive que me virar para conseguir um pacote", disse ele. "É muito popular".
Aingimea acrescentou que espera que o projeto seja expandido no futuro para fornecer uma variedade maior de vegetais para os moradores locais.
Ao anoitecer na ilha, após um dia de calor tropical, a brisa fresca do mar varreu a estrada costeira no distrito de Anibare, em Nauru. Postes de luz solares recém-instalados iluminavam a via, um após o outro.
Os postes, decorados com desenhos de pandas gigantes e com as inscrições "China" e "Guangdong Jiangmen", fazem parte de uma doação de quase 500 postes de luz solares fornecida pela China para toda a ilha.
Anthony Dimapilis, diretor-executivo da Nauru Utilities Corporation, disse que o projeto beneficiou os moradores, melhorando a segurança e facilitando a locomoção.
"Antes, a iluminação era muito precária em áreas isoladas", disse ele. "Isso faz uma grande diferença para os moradores de Nauru".
O embaixador chinês em Nauru, Lyu Jin, disse que os projetos de postes de luz solares e de cultivo hidropônico atendem diretamente às necessidades práticas das comunidades locais, começando pelos problemas específicos enfrentados "às portas" e "às mesas de jantar".
"Eles tornaram os resultados da cooperação visíveis, tangíveis e benéficos para as pessoas", disse Lyu. "Eles melhoraram as condições de vida e aumentaram a sensação de realização, segurança e felicidade das pessoas".
"Este é um exemplo vívido do conceito de cooperação voltada à melhoria dos meios de subsistência no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota", disse ele.

Foto tirada em 17 de maio de 2026 mostra postes de iluminação pública movidos a energia solar fornecidos pela China ao longo de uma estrada costeira em Nauru. (Xinhua/Liu Xiaoyu)

Su Yuanhong, gerente de projetos do Grupo Agrícola Jiangmen, na província de Guangdong, sul da China, colhe vegetais junto com um funcionário do supermercado Eigigu, em uma fábrica de plantas hidropônicas construída em contêineres com assistência chinesa em Nauru, em 19 de maio de 2026. (Xinhua/Liu Xiaoyu)







