
Visitantes na área de exposições da feira Africa's Travel Indaba 2026 em Durban, África do Sul, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Wei)
Durban, 18 mai (Xinhua) -- Operadores turísticos chineses e africanos buscaram novas parcerias e oportunidades de negócios na feira Africa's Travel Indaba 2026, realizada recentemente em Durban, enquanto destinos africanos intensificavam seus esforços para atrair viajantes do crescente mercado de turismo emissivo da China.
A feira de turismo realizada de 12 a 14 de maio na cidade costeira sul-africana de Durban reuniu expositores, companhias aéreas, operadores turísticos e autoridades de toda a África. As discussões se concentraram na facilitação do acesso a vistos, em produtos de viagem personalizados e em uma cooperação turística mais profunda com a China.
Em seu discurso na cerimônia de abertura, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, descreveu o turismo como uma expressão vibrante da identidade nacional e um fator-chave para o crescimento econômico dos países africanos.
Ele fez um apelo aos países africanos para que melhorem a conectividade regional e facilitem as viagens dentro da África, ao mesmo tempo em que expandem para mercados internacionais como a China, a fim de aproveitar melhor o papel do turismo no fortalecimento da economia do continente.
O espaço de exposição apresentou uma ampla gama de ofertas turísticas, incluindo o trem Rovos Rail, companhias aéreas internacionais, redes hoteleiras e empresas de gestão de destinos. Os expositores apresentaram produtos e serviços que abrangem operações locais, planejamento de rotas e promoção de destinos, criando amplas oportunidades para compradores globais e empresas de turismo.
Realizada sob o tema "África Sem Limites: Impulsionando a Economia do Turismo Africano", a Indaba deste ano atraiu 1.225 expositores de 22 países africanos e quase 1.000 compradores de mais de 40 países e regiões.
Nos pavilhões nacionais, empresas de turismo da Namíbia, de Angola, do Gabão, de Maurício e de outros países africanos apresentaram suas ofertas exclusivas, incluindo aventuras no deserto, ecoturismo na floresta tropical e férias em ilhas.
Em entrevista à Xinhua, o ministro da Economia de Moçambique, Basilio Muhate, disse que o país considera o turismo um pilar fundamental da diversificação econômica, destacando que Moçambique possui cerca de 2.700 km de litoral e abundantes recursos turísticos.
"O mercado de turismo emissivo da China tem um enorme potencial, e damos muita importância à cooperação turística com a China", disse ele.
Muhate acrescentou que Moçambique tem explorado, nos últimos anos, medidas de facilitação de vistos e plataformas digitais de turismo para atrair mais visitantes chineses.
Gcobani Mancotywa, gerente-geral regional para a Ásia, Australásia e Oriente Médio da agência South African Tourism, disse à Xinhua que a China continua sendo um importante mercado emissor para o setor turístico sul-africano.
Ele disse que a South African Tourism criou contas oficiais nas principais plataformas de mídia social chinesas, como Xiaohongshu, Weibo e Douyin, para apresentar as paisagens naturais e a diversidade cultural do país aos viajantes chineses.
Mancotywa acrescentou que a South African Tourism planeja fortalecer ainda mais seus esforços de marketing digital e fortalecer a cooperação com companhias aéreas, operadoras de turismo líderes e agências de viagens locais para desenvolver produtos mais personalizados para turistas chineses.
Em 2025, o Departamento de Assuntos Internos da África do Sul implementou medidas de facilitação de vistos, incluindo o Programa de Operador Turístico de Confiança e um sistema eletrônico de autorização de viagem, para agilizar os pedidos de visto para visitantes chineses.
Dados da South African Tourism mostram que cerca de 45.000 turistas chineses visitaram a África do Sul em 2025, e a expectativa é que esse número ultrapasse 50.000 este ano.
Um total de 35 representantes da indústria do turismo chinês participaram do evento deste ano.
Liu Yina, fundadora e diretora-executiva da WTA Travel, uma empresa de viagens com sede na África do Sul, disse que os recursos turísticos singulares da África, que combinam paisagens naturais com ricas experiências culturais, estão atraindo um número crescente de viajantes chineses.
"Em vez de simplesmente visitar atrações famosas, os turistas chineses agora buscam experiências mais imersivas e únicas", disse Liu, observando que passeios de observação de pássaros e safáris com acampamento estão ficando cada vez mais populares entre os viajantes chineses.
Qiu Yan, gerente de produtos para a região da África da Youpai Travel, uma agência de viagens com sede em Shanghai, disse que, nos últimos anos, mais turistas chineses têm demonstrado interesse em viagens de longa distância para a África, o que reflete o forte potencial de crescimento do mercado.
Ao participar da feira, ela espera aprender mais sobre as tendências e produtos emergentes do turismo africano, como turismo gastronômico e mergulho em gaiola com tubarões, para criar experiências de viagem mais diferenciadas para os turistas chineses, disse Qiu.

Visitantes na área de exposições da feira Africa's Travel Indaba 2026 em Durban, África do Sul, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

Basilio Muhate, ministro da Economia de Moçambique, dá entrevista à Xinhua na feira Africa's Travel Indaba 2026 em Durban, África do Sul, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

Pessoas conversam na feira Africa's Travel Indaba 2026 em Durban, África do Sul, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

Pessoas conversam na feira Africa's Travel Indaba 2026 em Durban, África do Sul, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

Gcobani Mancotywa, gerente-geral regional para Ásia, Australásia e Oriente Médio da agência South African Tourism, dá entrevista à Xinhua na feira Africa's Travel Indaba 2026 em Durban, África do Sul, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Chen Wei)








