Beijing, 6 mai (Xinhua) -- Durante os próximos cinco anos, de onde virão as principais forças motrizes da economia mundial? Talvez não exista uma única resposta. A China, por sua vez, apresenta uma contribuição no seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030) para o desenvolvimento econômico e social nacional.
De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas, o PIB da China cresceu 5% em 2025, contribuindo com cerca de 30% para a expansão econômica global.
No primeiro trimestre de 2026, a economia nacional registrou um crescimento à mesma proporção (5%), uma alta de 0,5 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025, e chegou a 33,4 trilhões de yuans (US$ 4,87 trilhões).
Esses números reforçaram o papel da China como uma âncora estável para uma economia mundial cada vez mais volátil, enquanto a comunidade internacional percebe o país asiático de forma diferente.
No período do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) da China, o país alcançou uma série de avanços originais e marcantes em áreas como veículos de nova energia, modelos de grande escala de IA, tecnologia quântica e biotecnologia.
Isso impulsionou fortemente o desenvolvimento de alta qualidade na China. Segundo o Relatório do Índice Nacional de Inovação 2025, a China subiu para o 9º lugar no ranking global de inovação e se tornou o país que mais avançou nesse campo na última década.
Neste ano, a China aprovou o 15º Plano Quinquenal, com foco no desenvolvimento de alta qualidade que prioriza a inovação e sustentabilidade e que valoriza a demanda interna como impulsionador econômico mais proeminente.
A autossuficiência e a força em ciência e tecnologia são um pilar central do plano. Com investimentos massivos em inteligência artificial (IA), computação quântica, economia inteligente e manufatura avançada, o país cria novas demandas por talentos, tecnologias e parcerias internacionais.
As empresas internacionais não estão buscando apenas construir bases de fabricação na China, elas também buscam aproveitar sua riqueza de desenvolvimento e estar próximas de um mercado dinâmico, afirmou Gim Huay Neo, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial (FEM).
Com o novo Plano Quinquenal, o país também promete liberalizar ainda mais o comércio e o investimento, modernizar as zonas piloto de livre comércio e otimizar o ambiente de negócios para investidores estrangeiros, incluindo uma proteção mais forte da propriedade intelectual e políticas de concorrência mais justas.
Há muitas oportunidades nesse plano, tanto no mercado interno quanto na modernização industrial, no crescimento catalítico de novos negócios e modelos de negócio, além da expansão da cooperação e dos investimentos chineses no exterior, observou Neo.
As políticas nacionais continuam apoiando a China na expansão de uma abertura de alto padrão, e destacam oportunidades de cooperação para o Sul Global.
Até o momento, a isenção unilateral de visto pela parte chinesa já é aplicada para 50 países, com o trânsito de 240 horas sem visto para 55 países, medida que fornece maior conveniência para visitas de negócios, pesquisas de investimento e atividades de intercâmbio cultural entre a China e outros países.
Além disso, o país tem ultimamente ampliado o tratamento de tarifa zero para abranger todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.
Por outro lado, as iniciativas como o Cinturão e Rota e as quatro grandes iniciativas globais apresentadas pela China reafirmam seu compromisso com o desenvolvimento global inclusivo e são aplaudidas pela comunidade internacional em geral.
Durante a Conferência Anual 2026 do Fórum Boao para a Ásia (BFA, em inglês), Kishore Mahbubani, um renomado estudioso da Universidade Nacional de Cingapura, destacou positivamente as iniciativas propostas pela China, incluindo a Iniciativa de Governança Global. As mesmas são "um sinal muito positivo" de que a China quer trabalhar com o resto do mundo para melhorar o sistema atual, disse ele, acrescentando que isso beneficiará o mundo.
Atualmente, o mundo enfrenta crescentes desafios - desde o aumento do protecionismo e da desigualdade até a interrupção de cadeias de abastecimento e as tensões sob o multilateralismo. Com o novo Plano Quinquenal, a China estende um convite àqueles dispostos a colaborar por um futuro mais seguro, sustentável e promissor.

