Teerã, 5 mai (Xinhua) -- O Irã advertiu, nesta terça-feira, que as seguradoras e empresas de navegação internacionais não devem transitar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação prévia com Teerã, informou a agência de notícias semi-oficial Fars.
A Fars, citando uma "fonte bem informada" não identificada, disse que as empresas não devem "pagar o preço" pela retórica das autoridades norte-americanas. As embarcações devem usar apenas rotas designadas pela transportadora nacional do Irã, a Iran Shipping Lines, ou abrir mão das garantias de segurança iranianas, informou a reportagem.
"O Irã também não se responsabiliza por embarcações que cruzarem o estreito sem sua permissão", disse a fonte, segundo a reportagem. A fonte acrescentou que Teerã buscaria indenização dos proprietários de navios e cargas por qualquer interrupção na hidrovia e danos ambientais resultantes de incidentes marítimos.
O Irã reforçou o controle sobre o estreito em 28 de fevereiro, proibindo a passagem de embarcações ligadas a Israel ou aos Estados Unidos após ataques conjuntos ao território iraniano.
Os Estados Unidos impuseram posteriormente suas próprias restrições no Estreito de Ormuz depois que as negociações de cessar-fogo com Teerã em Islamabad, nos dias 11 e 12 de abril, não levaram a um acordo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que os Estados Unidos orientariam os navios encalhados no estreito a sair da via navegável restrita. Em resposta, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã afirmou em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA que quaisquer forças estrangeiras, "especialmente as forças armadas dos EUA", seriam atacadas caso se aproximassem ou entrassem no estreito.
Cerca de um quinto do abastecimento de petróleo no mundo passa pelo estreito todos os dias. Interrupções prolongadas no transporte marítimo já têm pesado fortemente sobre os mercados globais de energia.

