
Foto aérea tirada por drone em 26 de abril de 2026 mostra contêineres em um polo industrial em Joanesburgo, África do Sul. (Xinhua/Chen Wei)
A nova política de tarifa zero da China aumentará significativamente a competitividade das exportações da África do Sul e proporcionará uma expansão de mercado sem precedentes, disse o ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, Parks Tau, na sexta-feira.
Joanesburgo, 3 mai (Xinhua) -- A nova política de tarifa zero da China aumentará significativamente a competitividade das exportações da África do Sul e proporcionará uma expansão de mercado sem precedentes, disse o ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, Parks Tau, na sexta-feira.
A política concede tratamento de tarifa zero a 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Beijing. A fase inicial dessa iniciativa começou oficialmente em 1º de maio de 2026 e está prevista para durar dois anos.
Em comunicado, o Departamento de Comércio, Indústria e Concorrência (DTIC, na sigla em inglês) confirmou que, de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2028, as mercadorias sul-africanas elegíveis exportadas para a China estarão isentas de direitos aduaneiros.
Esse benefício permanece sujeito ao cumprimento das tabelas tarifárias aplicáveis e das rigorosas regras de origem.

Trabalhadores movimentam carga no parque logístico Buffalo, perto do Aeroporto Internacional OR Tambo, em Joanesburgo, África do Sul, em 28 de abril de 2026. (Xinhua/Jin Bowen)
Tau instou as empresas sul-africanas a cumprirem rigorosamente essas regras de origem, incluindo os requisitos específicos do produto e a apresentação de certificados de origem válidos para garantir o desembaraço aduaneiro sem problemas na China.
"Esta estrutura de acesso preferencial ao mercado oferece uma oportunidade estratégica para a África do Sul diversificar para produtos de maior valor agregado e expandir o acesso a bens agrícolas, industriais e beneficiados", observou o DTIC. "A iniciativa apoia diretamente objetivos nacionais como o desenvolvimento industrial, a criação de empregos e o crescimento impulsionado pelas exportações".
O DTIC está atualmente colaborando com o Serviço de Receita da África do Sul para finalizar os procedimentos alfandegários e os ajustes legislativos necessários para a emissão dos novos certificados de origem.
Para apoiar as empresas locais, o DTIC criou um serviço de atendimento dedicado e disponibilizou guias de conformidade abrangentes em seu site oficial.
Tau acrescentou que o programa é um marco significativo para a Cúpula de Beijing 2024 do Fórum de Cooperação China-África e reflete o fortalecimento das relações sino-africanas, oferecendo aos exportadores uma porta de entrada para um dos mercados consumidores mais dinâmicos do mundo.











