(Multimídia) China proporciona novas oportunidades de desenvolvimento para África com política de tarifa zero-Xinhua

(Multimídia) China proporciona novas oportunidades de desenvolvimento para África com política de tarifa zero

2026-04-30 13:07:15丨portuguese.xinhuanet.com
Um expositor (2º da esquerda) apresenta produtos africanos aos visitantes durante a 4ª Exposição Econômica e Comercial China-África no Centro Internacional de Convenções e Exposições de Changsha, na Província de Hunan, no centro da China, em 13 de junho de 2025. (Xinhua/Chen Sihan)

   Beijing, 30 abr (Xinhua) -- A China, com sua política de tarifa zero recém-anunciada para os países africanos e com seu mercado superdimensionado, proporcionará à África novas oportunidades de desenvolvimento e ajudará os países africanos a navegar na atual turbulência econômica global, segundo autoridades chinesas.

   Esta última medida da China criará tais oportunidades em múltiplas frentes, informou o Ministério do Comércio da China em um comunicado nesta quarta-feira, dizendo que a tarifa zero reduzirá o custo de entrada dos produtos africanos no mercado chinês, dando-lhes uma vantagem competitiva.

   O ministério afirmou que os produtos africanos, tais como cacau da Costa do Marfim e Gana, café e abacate do Quênia, além de frutas cítricas e vinho da África do Sul, arcam com tarifas que variam de 8% a 30%.

   No entanto, a partir de 1º de maio, desde que estes produtos cumpram as regras de origem e os requisitos de inspeção e quarentena relevantes, serão beneficiados com tarifa zero. "A política de tarifa zero cria condições para expandir as exportações africanas para a China, ao mesmo tempo que, de forma efetiva, enriquece a oferta no mercado chinês e oferece aos consumidores escolhas mais diversificadas."

   O comunicado disse que a tarifa zero ajudará a atrair a China e outros parceiros comerciais para aumentar o investimento na África, trazendo capital, tecnologia, equipamentos e experiência em gestão para processar localmente produtos especiais africanos antes de exportá-los para a China.

   Conforme o documento, isso promoverá a formação e a atualização das cadeias industriais africanas, apoiando a industrialização e a modernização agrícola da África. Também ajudará a promover um crescimento equilibrado e sustentável no comércio China-África.

   Espera-se que a tarifa zero também ajude a impulsionar a diversificação dos produtos de exportação africanos, aumentar seu valor agregado e otimizar as estruturas de exportação, o que beneficiará agricultores e micro, pequenas e médias empresas, bem como a criação de empregos e os meios de subsistência das pessoas, segundo o ministério.

   A pasta também espera que a política de tarifa zero promova ainda mais a cooperação China-África em áreas que abrangem o comércio de serviços, comércio digital, indústrias verdes e desenvolvimento sustentável, o que propiciará o reforço da capacidade de desenvolvimento independente da África e a aceleração de seu processo de modernização.

   A Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado anunciou nesta terça-feira que, de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2028, a China concederá o tratamento de tarifa zero na forma de uma alíquota tarifária preferencial para 20 países africanos que estabeleceram laços diplomáticos com China e não são classificados como os países menos desenvolvidos. Isso segue a decisão anterior do país de conceder tratamento de tarifa zero em 100% das linhas tarifárias, em vigor desde 1º de dezembro de 2024, a 33 países africanos menos desenvolvidos com os quais mantém relações diplomáticas.

   O ministério indicou que o acordo de tarifa zero é um passo inovador e faseado enquanto a China e os países africanos relevantes trabalham em direção à assinatura do acordo da Parceria Econômica China-África para o Desenvolvimento Compartilhado.

   O acordo ajudará a estabelecer salvaguardas institucionais a longo prazo, estáveis e previsíveis para o comércio e investimento China-África, disse a pasta, explicando que o mesmo não apenas aborda sistematicamente as preocupações tarifárias dos países africanos, como também responde às suas expectativas em áreas como a redução de barreiras não tarifárias, o reforço da facilitação do comércio e a atração de investimentos.

   "O acordo também é um grande passo para aprofundar a cooperação China-África mutuamente benéfica, o que contribuirá para a construção de uma comunidade China-África sob todas as condições com um futuro compartilhado para a nova era", observou o comunicado.

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