(Multimídia) Café conecta China e Brasil em exposição no Museu do Café em Santos-Xinhua

(Multimídia) Café conecta China e Brasil em exposição no Museu do Café em Santos

2026-04-27 11:33:20丨portuguese.xinhuanet.com

   No coração do centro histórico de Santos, o Museu do Café, símbolo da história econômica do país, abre espaço para uma nova leitura sobre o grão que ajudou a construir o Brasil.

   A exposição "Ouro Negro & o Dragão", da artista plástica Camila Arruda, propõe uma travessia entre dois mundos.

   Na abertura do evento, autoridades presentes destacaram justamente esse ponto: o café como elo contemporâneo entre duas potências culturais.

   Xie Yancun, cônsul-geral adjunto da China em São Paulo disse em seu pronunciamento que "hoje, o dragão oriental e o ouro negro brasileiro se encontram, formando uma ponte que liga o tradicional ao moderno, o Oriente ao Ocidente."

   Em 2026, marcado como o Ano da Cultura China-Brasil, iniciativas como essa podem reforçar a aproximação entre os países, não só nos negócios, mas também na arte e na identidade.

   E a inspiração vem de uma mudança silenciosa, já que a China, tradicionalmente ligada ao chá, passou a figurar entre os maiores importadores do café brasileiro.

   SOUNDBITE - Camila Arruda - Artista Plástica

   "A gente teve a curiosidade de entender por que o consumo do café cresceu tanto na China e a gente descobriu uma relação muito simbólica dos chineses com o café brasileiro. E é isso que a gente veio buscar apresentar aqui. Essa simbologia que o café brasileiro assume na China, além de apresentar um pouco também entre as pinturas e as instalações, um pouco da história, da cosmologia chinesa, do pensamento chinês. Então está tudo entremeado dentro da exposição, para criar uma exposição contemplativa mesmo, que as pessoas venham e tentem absorver um pouquinho da cultura chinesa ao se deparar com as obras e com as instalações também."

   Do passado que ajudou a construir, o café segue vivo, reinventando histórias no presente e apontando para o futuro.

   Um movimento que, para a artista, vai além do consumo, e revela transformações sociais, culturais e até simbólicas.

   SOUNDBITE - Camila Arruda - Artista Plástica

   "A nossa grande preocupação nessa exposição era falar mesmo sobre a simbologia e como a gente poderia colocar duas simbologias que são muito importantes e representativas dentro de cada cultura para conversarem. Então a minha preocupação era que eu conseguisse traduzir essa coisa poética chinesa, de contos e até misturado com a sua cosmologia, eu queria algo que inspirasse os sentidos mesmo e que misturasse a simbologia."

   Por meio de pinturas, instalações e experimentações visuais, a mostra transforma dados econômicos e históricos em experiência sensorial, conectando China e Brasil a partir de um protagonista comum: o café.

   SOUNDBITE - Eduardo Carvalhaes Júnior - Conselheiro do Museu do Café

   "Nosso relacionamento em café com a China vem crescendo e deve crescer muito nos próximos anos. E se levarmos isso como a primeira exposição sobre a China e Brasil agora, é muito importante para nós."

   No centro da exposição, um símbolo chama atenção.

   Um dragão de quatro metros de comprimento, construído com copos de café e mexedores de madeira, traduz essa fusão de universos.

   A obra reinventa um dos ícones mais tradicionais da cultura chinesa, usando elementos do cotidiano urbano e do consumo contemporâneo, uma construção que exigiu precisão e criatividade na montagem.

   SOUNDBITE - Brenno Rainner - Técnico de Montagem

   "Como toda exposição a gente sempre tem alguns pontos a trabalhar. Nesse aqui, um dos grandes desafios foi realmente a questão das técnicas do dragão. Ela utilizou técnicas de pressão e compressão, o que é um sistema muito bacana nas estruturas, porém a gente acabou precisando dar uma encorpada conseguir subir essa estrutura, para que o público tenha uma visão de um outro ângulo como se ele tivesse numa caída."

   A proposta da artista vai além do olhar.

   Com uso de grãos, texturas e pigmentos naturais, a exposição envolve o visitante em uma experiência sensorial, onde o café deixa de ser uma bebida e se transforma em linguagem artística.

   SOUNDBITE - Maria Laura Bento Ribeiro - Visitante

   "Eu gostei muito da exposição, está incrível, a arte pixelada está realmente maravilhosa. A gente acha, de coração, muito legal."

   Entre tradição e inovação, "Ouro Negro & o Dragão" mostra que o café continua em movimento e deixa uma reflexão: o que o despertar para o consumo do café na cultura milenar do chá pode nos dizer em termos sociais, culturais e futuros?

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