Beijing, 21 abr (Xinhua) -- A China manifesta séria preocupação com a revisão pelo governo japonês das regras que permitem vendas de armas ao exterior, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, nesta terça-feira.
Militaristas japoneses, durante sua agressão e expansão no século passado, cometeram crimes horrendos contra a China e outros países vizinhos da Ásia. Dada a história de agressão e para evitar o renascimento do militarismo japonês, a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam, o Instrumento de Rendição do Japão e uma série de documentos com pleno efeito legal sob o direito internacional exigem explicitamente que o Japão seja "completamente desarmado" e não mantenha indústrias que "permitam que se rearme para a guerra," disse Guo em uma coletiva de imprensa de rotina.
A Constituição japonesa também contém restrições rigorosas à força militar do Japão, ao direito de beligerância e ao direito à guerra. Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão estabeleceu normas rigorosas, como o "princípio exclusivamente orientado para a defesa" para limitar o desenvolvimento da força militar e a exportação de armas. Em 1976, o governo japonês emitiu uma visão unificada sobre as exportações de armas, exigindo que o Japão, "como nação dedicada à paz", tenha cautela na exportação de armas.
Os recentes movimentos perigosos do Japão nos campos militar e de segurança desafiam sua autoproclamada "dedicação à paz" e adesão à política "exclusivamente orientada à defesa", disse Guo, acrescentando que muitos especialistas e estudiosos expressaram preocupação de que o Japão esteja reiniciando sua "máquina de guerra" e "exportando guerras."
"A remilitarização acelerada do Japão já é uma realidade e vem acompanhada de um roteiro real e medidas tomadas. A comunidade internacional, incluindo a China, permanecerá altamente vigilante e resistirá firmemente às ações imprudentes de neomilitarismo do Japão", afirmou.

