Xining, 21 abr (Xinhua) -- "Na China tem uma frase muito importante -- Não basta só ouvir, sentir, mas é preciso ver", disse o presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo. Ele realizou, acompanhado de sua esposa, uma visita à Província de Qinghai, no noroeste da China, durante uma visita de Estado ao país de 16 a 22 de abril. Trata-se da sua primeira visita à China desde que assumiu o cargo.
Em Banyan, uma aldeia no distrito autônomo da etnia Tu de Huzhu, na cidade de Haidong da província, ele testemunhou os esforços da China na redução da pobreza e os resultados da vitória na luta contra a pobreza.
Antigamente, a aldeia de Banyan estava profundamente isolada devido às condições da região montanhosa. Dificuldades de transporte, de acesso à água potável, à educação e a serviços médicos eram a realidade quotidiana dos aldeões. Graças ao combate à pobreza na nova era, em 2017, as 129 famílias da aldeia foram realojadas da montanha para a planície e, no mesmo ano, conseguiram sair da pobreza.
"Percorremos, durante muitos anos, os sete quilômetros do difícil caminho de descida da montanha, e finalmente conseguimos vencê-lo", disse um aldeão. "Hoje, toda a aldeia foi equipada com placas de aquecimento elétricas: são limpas, higiênicas, seguras e amigas do ambiente."
Em seguida, Chapo e a sua comitiva dirigiram-se ao jardim de bordados da etnia Tu. No jardim, as bordadeiras trabalhavam, suas agulhas oscilando rapidamente. O jardim pode garantir formação, fornecimento de materiais, recolha e venda, de forma unificada. Atualmente, conta com 145 bordadeiras fixas.
Chapo disse: "Ficamos muito impressionados com as mulheres que fazem bordados muito bonitos. Especialmente (que) elas podem gerar rendas por si próprias, e ao mesmo tempo, desenvolver o patrimônio cultural."
Na fábrica de licor no local, Chapo e a comitiva visitaram o processo de produção do licor. Há 55 fábricas em todo o distrito, com uma produção anual de 720 milhões de yuans (US$ 105,7 milhões), gerando um aumento de rendimento de 430 milhões de yuans para a população. O licor tornou-se uma grande indústria que traz prosperidade aos aldeões.
Segundo Chapo, a história da luta contra a pobreza em Banyan é um exemplo concreto e inspirador em todo o mundo e a visita à China é também uma troca de experiência.

