
Pawel Wisz, urologista do Instituto Médico Nacional do Ministério do Interior e Administração da Polônia, realiza cirurgia com a ajuda de um robô cirúrgico desenvolvido pela empresa chinesa de robótica cirúrgica Edge Medical em Varsóvia, Polônia, em 15 de abril de 2026. (Xinhua/Xia Yuanyi)
O instituto está entre pelo menos 10 hospitais na Polônia que introduziram robôs cirúrgicos chineses nos últimos anos, de acordo com Pawel Rusinek, diretor de desenvolvimento de negócios da Meden-Inmed.
Varsóvia, 16 abr (Xinhua) -- Em uma sala de cirurgia de um importante instituto médico em Varsóvia, Polônia, um robô cirúrgico de fabricação chinesa se move com precisão silenciosa sob o controle do urologista Pawel Wisz.
O sistema, desenvolvido pela empresa chinesa de robótica cirúrgica Edge Medical, foi introduzido no Instituto Médico Nacional do Ministério do Interior e Administração em 2025. Desde então, integra-se à rotina cirúrgica do hospital.
Com uma visão 3D ampliada em até 10 vezes, permite que os cirurgiões operem como se estivessem dentro do corpo do paciente, explicou à Xinhua Magdalena Augustyn, gerente sênior de robótica clínica da distribuidora polonesa de dispositivos médicos Meden-Inmed.
Embora seja usado rotineiramente no centro cirúrgico, o robô também possibilitou à equipe realizar procedimentos remotos.
Apenas um mês antes, Wisz operou a partir de um centro de controle cirúrgico remoto na cidade de Chengdu, no sudoeste da China, a quase 7.000 km de distância, controlando o robô em Varsóvia.
Como parte de uma conferência internacional de robótica cirúrgica organizada pelo Hospital da China Ocidental da Universidade de Sichuan, Wisz e sua equipe realizaram duas cirurgias transfronteiriças em um centro cirúrgico remoto: um procedimento cardíaco e outro no sistema urinário.
"Foi uma experiência fantástica e tivemos muito suporte técnico durante todo o processo", disse à Xinhua, Piotr Suwalski, diretor do instituto.

Foto tirada em 15 de abril de 2026 mostra braços operacionais de um robô cirúrgico desenvolvido pela empresa chinesa de robótica cirúrgica Edge Medical durante uma cirurgia em Varsóvia, Polônia. (Xinhua/Xia Yuanyi)
"A exigência de confiabilidade do sinal é extremamente alta", observou Wisz. Durante os procedimentos transfronteiriços, a latência da rede foi mantida em apenas 30 milissegundos.
"Para fins de comparação, uma piscada humana leva cerca de 15 milissegundos", disse ele. "Na prática, você não sente o atraso. Parece uma operação local normal".
O excelente desempenho da tecnologia chinesa de cirurgia robótica remota reforçou a confiança da equipe polonesa em sua confiabilidade. Wisz observou que a tecnologia já está bem estabelecida na prática clínica na China, enquanto a Europa ainda está em um estágio inicial de adoção.
O instituto está entre pelo menos 10 hospitais na Polônia que introduziram robôs cirúrgicos chineses nos últimos anos, de acordo com Pawel Rusinek, diretor de desenvolvimento de negócios da Meden-Inmed.
"A qualidade dos produtos chineses melhorou significativamente e agora eles são capazes de competir com as principais marcas globais", disse ele à Xinhua, acrescentando que também receberam encomendas de outros países do Leste Europeu, incluindo Romênia e República Tcheca.
Rusinek observou que a flexibilidade é outro motivo fundamental pelo qual o distribuidor optou por trabalhar com fornecedores chineses. "Quando sugerimos mudanças, sejam técnicas ou relacionadas ao modelo de negócios, a resposta é rápida. Eles ouvem e se adaptam com mais facilidade do que as empresas europeias ou americanas", acrescentou ele.
"Ter o equipamento é uma coisa. Treinar os médicos para usá-lo é ainda mais importante", disse Suwalski, apontando para os sistemas estruturados de treinamento da China. Ele acrescentou que o instituto planeja estabelecer seu próprio centro de treinamento em cirurgia robótica até o final do ano para médicos na Polônia e em toda a Europa.
Suwalski também disse que o instituto está se preparando para receber seu segundo robô de fabricação chinesa, um sistema de porta única projetado para operar através de uma única incisão, o que pode reduzir o trauma e acelerar a recuperação do paciente.

Piotr Suwalski, diretor do Instituto Médico Nacional do Ministério do Interior e Administração da Polônia, conversa com a Xinhua em Varsóvia, Polônia, em 15 de abril de 2026. (Xinhua/Xia Yuanyi)
"Esta seria uma instalação única na Europa Oriental", disse Suwalski. Ele deverá liderar uma delegação a Shenzhen, no sul da China, para treinamento no novo sistema.
"É uma tecnologia muito interessante e com certeza se desenvolverá rapidamente", disse ele. "Estamos ansiosos para vê-la".










