Beijing, 17 abr (Xinhua) -- O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse nesta quinta-feira que a máxima prioridade é retornar os Estados Unidos e o Irã à mesa de negociações e buscar uma solução política.
Wang proferiu estas observações ao reunir-se com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália, Antonio Tajani, em Beijing. Eles trocaram pontos de vista sobre a situação no Oriente Médio.
A guerra EUA-Israel contra o Irã nunca deveria ter acontecido, e sua prolongação já afetou seriamente tanto a segurança energética internacional quanto a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, afirmou Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China.
Segundo ele, a China sempre defendeu a resolução política de disputas internacionais por meio do diálogo e da consulta, e se opõe ao uso da força.
Wang também disse que a China tem defendido consistentemente uma posição objetiva e imparcial e trabalhado ativamente para promover a paz e colocar fim aos conflitos, acrescentando que a China apoia os esforços de mediação do Paquistão e está pronta para manter a comunicação com todas as partes e para continuar a desempenhar um papel construtivo nesse sentido.
A China está disposta a trabalhar com a Itália para implementar os importantes entendimentos comuns entre os líderes dos dois países e para manter um ímpeto sólido e constante para o desenvolvimento das relações bilaterais, disse Wang.
Desde o início deste ano, os conflitos geopolíticos se arrastaram, as questões de pontos críticos aumentaram, e a ordem internacional e a segurança mundial estão confrontadas com graves desafios, observou Wang.
Ele disse que tanto a China quanto a Itália são civilizações antigas que valorizam a paz e são forças importantes na salvaguarda do multilateralismo, acrescentando que a China está pronta para reforçar a comunicação e a coordenação com a Itália em assuntos internacionais e multilaterais.
Tajani disse que a Itália atribui grande importância às suas relações com a China e adere firmemente à política de Uma Só China.
Tajani disse que a Itália valoriza a influência significativa da China nos assuntos internacionais e em órgãos multilaterais, como as Nações Unidas, e que a Itália endossa as propostas e iniciativas apresentadas pelo chefe de Estado da China para promover a resolução de questões candentes regionais e internacionais.
A Itália está disposta a fortalecer a comunicação e a coordenação multilaterais com a China para salvaguardar conjuntamente a paz, a estabilidade e o desenvolvimento do mundo, disse ele.
Os dois lados também trocaram pontos de vista sobre a crise na Ucrânia e outras questões.

