Rio de Janeiro, 16 abr (Xinhua) -- O presidente do Brasil em exercício, Geraldo Alckmin, detalhou nesta quinta-feira as normas que definem os setores que poderão acessar mais 15 bilhões de reais (US$ 3 bilhões) do programa Brasil Soberano, criado para fortalecer a política industrial e apoiar empresas afetadas pelas incertezas do cenário externo.
A resolução, publicada pelos Ministérios do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e de Serviços (MDIC) e da Fazenda, estabelece critérios que priorizam indústrias com maior intensidade tecnológica e relevância estratégica, bem como setores impactados pelas tarifas americanas e pela guerra no Oriente Médio.
"São 15 bilhões de reais para apoiar aqueles afetados pelo aumento das tarifas americanas, aqueles que enfrentam dificuldades para exportar para o Golfo Pérsico e setores estratégicos, especialmente aqueles com déficit comercial", afirmou.
"Saúde, tecnologia da informação e o setor químico são os que apresentam os maiores déficits comerciais", destacou Alckmin.
Os recursos provêm do excedente do Fundo de Garantia de Exportações (FGE), e as taxas de juros serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional. O programa financiará capital de giro, investimentos produtivos, inovação e expansão da capacidade produtiva.
A medida visa reduzir as vulnerabilidades externas e fortalecer as cadeias de suprimentos estratégicas, incluindo setores como siderurgia, automotivo, farmacêutico e de fertilizantes.

