Brasil capta 5 bilhões de euros em emissão recorde de títulos internacionais-Xinhua

Brasil capta 5 bilhões de euros em emissão recorde de títulos internacionais

2026-04-16 13:14:46丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 15 abr (Xinhua) -- O Brasil captou 5 bilhões de euros (cerca de US$ 5,9 bilhões) em uma emissão de títulos no mercado europeu, marcando o retorno do país a esse segmento após mais de uma década, informou o Ministério da Fazenda nesta quarta-feira.

A operação foi realizada pelo Tesouro Nacional e anunciada pelo Ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante visita oficial a Washington, onde participa de reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

Segundo o ministro, a emissão foi dividida em três vencimentos: quatro, sete e dez anos. De acordo com estimativas de mercado, a operação incluiu 2 bilhões de euros em títulos com vencimento em 2030, 1,5 bilhão de euros em títulos com vencimento em 2033 e outros 1,5 bilhão de euros em títulos com vencimento em 2036.

Durigan destacou que a demanda pelos títulos superou as expectativas do governo, refletindo o forte interesse de investidores internacionais. "Alcançamos um nível recorde de financiamento. Retornamos com sucesso ao mercado europeu e continuaremos explorando novos mercados até o final do ano", afirmou.

A última emissão de dívida soberana brasileira em euros ocorreu em 2014.

A operação faz parte da estratégia do governo para gerenciar a dívida pública e diversificar as fontes de financiamento, bem como expandir a presença do país em diferentes mercados e moedas. Segundo o Tesouro, a emissão também visa estabelecer um índice de referência para títulos denominados em euros, o que poderá facilitar a captação de recursos futura por empresas brasileiras no exterior.

Os recursos serão utilizados principalmente para refinanciar a dívida pública federal, substituindo os passivos existentes.

Durante sua visita aos Estados Unidos, Durigan também abordou a recente revisão do FMI da previsão de crescimento do Brasil, que projeta um crescimento do PIB de 1,9% em 2026.

No entanto, o ministro alertou que o ambiente internacional de altas taxas de juros pode limitar o crescimento econômico nos próximos anos. Ele também reiterou o compromisso do governo em estabilizar e reduzir a dívida pública no médio e longo prazo.

Em relação às projeções do FMI que colocam a dívida bruta do Brasil em torno de 100% do PIB em 2027, o ministro observou diferenças metodológicas entre os cálculos do FMI e os do governo brasileiro. 

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