Qingdao, 3 abr (Xinhua) -- A Área de Qingdao da Zona Piloto de Livre Comércio da China (Shandong) sediou na semana passada um evento de intercâmbio entre empresas chinesas e brasileiras do setor cafeeiro, marcando a inauguração de duas importantes instalações: a Base de Promoção do Café Especial Brasileiro na China (Qingdao) e a Base de Expansão Internacional da Indústria de Café da Zona de Livre Comércio de Qingdao.
A Zona de Livre Comércio de Qingdao e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) organizaram o encontro com o objetivo de promover o café especial e aprofundar a cooperação industrial. Participaram representantes da Associação Brasileira de Cafés Especiais, 12 grandes produtores brasileiros de café e mais de 40 organizações do setor na China.
A Zona de Livre Comércio de Qingdao considera a indústria de café essencial ao seu setor de indústria leve e bens de consumo, buscando construir um ecossistema integrado de comércio, processamento, armazenagem, cultura e branding.
Para isso, a zona dispõe de 1,1 milhão de metros quadrados de armazenagem alfandegada e 3,5 milhões de metros quadrados de armazenagem não alfandegada, com armazéns climatizados e cadeia de frio para produtos sensíveis como o café. A rede do Porto de Qingdao garante conexões diretas com os principais produtores da América do Sul e da África, oferecendo logística confiável para o comércio de café.
Em janeiro, foi inaugurado o primeiro armazém alfandegado para grãos de café verde, permitindo armazenagem com impostos e desembaraço aduaneiro postergados, reduzindo custos e aumentando a flexibilidade comercial.
As novas bases aproveitarão as políticas alfandegárias e a logística da zona para se tornarem centros de referência na promoção do café especial brasileiro e apoiarão marcas chinesas que desejam entrar no mercado brasileiro, fortalecendo a cooperação bilateral.

