Rio de Janeiro, 31 mar (Xinhua) -- O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou nesta terça-feira que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, será novamente o candidato a vice-presidente na chapa do partido governista, que busca a reeleição nas eleições de outubro.
O anúncio foi divulgado durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, que formalizou a saída de pelo menos 14 ministros do governo para concorrerem a cargos eletivos. Segundo Lula, outros quatro devem anunciar suas renúncias nos próximos dias.
De acordo com a lei eleitoral, os ocupantes de cargos executivos devem renunciar ao cargo até 4 de abril para serem elegíveis para concorrer. Isso significa que devem ser destituídos e deixar o governo, com exceção do presidente e do vice-presidente.
A regra está prevista na Lei de Inelegibilidade e exige a renúncia seis meses antes das eleições. Alckmin, que além da vice-presidência também ocupa o cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), terá que renunciar ao seu cargo ministerial para poder se candidatar.
"O camarada Alckmin terá que deixar o MDIC. Ele terá que sair porque será candidato a vice-presidente da República novamente", declarou Lula.
Até algumas semanas atrás, especulava-se que Alckmin poderia se candidatar ao governo de São Paulo, o maior distrito eleitoral do país, mas, no fim, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou o cargo há duas semanas, será o candidato.
Lula é o líder histórico do Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto Alckmin, ex-governador de São Paulo, é filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

