Equipes médicas chinesas levam cura e esperança a mais de 1.000 pacientes em Dar es Salã, Tanzânia-Xinhua

Equipes médicas chinesas levam cura e esperança a mais de 1.000 pacientes em Dar es Salã, Tanzânia

2026-04-01 13:56:22丨portuguese.xinhuanet.com

Médicos chineses fornecem consultas a moradores locais em um mutirão de saúde gratuito no Centro Comercial e Logístico da África Oriental (EACLC, na sigla em inglês) em Dar es Salã, Tanzânia, em 28 de março de 2026. (Xinhua/Emmanuel Herman)

Enquanto uma leve garoa matinal caía sobre a cidade portuária de Dar es Salã, na Tanzânia, um fluxo constante de moradores, jovens e idosos, ia ao Centro Comercial e Logístico da África Oriental para um mutirão de saúde gratuito de dois dias, realizado por médicos chineses da Tanzânia continental e de Zanzibar.

Dar es Salã, 30 mar (Xinhua) -- Sob uma leve garoa matinal, um fluxo constante de moradores, jovens e idosos, ia se ao Centro Comercial e Logístico da África Oriental (EACLC, na sigla em inglês), no distrito de Ubungo.

Eles chegaram com diferentes problemas de saúde, esperanças silenciosas e uma determinação compartilhada de buscar atendimento em um mutirão médico gratuito de dois dias, organizado por médicos chineses da Tanzânia continental e de Zanzibar.

Ao meio-dia, as salas de espera estavam lotadas. Mães abraçavam seus filhos, idosos se apoiavam em bengalas e jovens comparavam seus sintomas. Para muitos, o acesso a serviços médicos especializados era limitado há muito tempo. No fim de semana, porém, a ajuda chegou mais perto de casa.

Entre os primeiros a chegar estava Mohamed Selemani Mpori, 64 anos, um funcionário público aposentado de Mburahati, que soube do mutirão por um anúncio na televisão e decidiu aproveitar a oportunidade.

"Estou grato por ter consultando um médico, feito vários exames e recebido medicação", disse ele após concluir várias consultas. "Também recebi tratamento de acupuntura".

Para Mpori, a experiência foi tanto de descoberta quanto de tratamento.

"Hoje foi a primeira vez que recebi acupuntura e foi uma ótima experiência", disse ele, elogiando o profissionalismo e a atenção dos médicos. "Eles ouvem os pacientes com atenção".

Um médico chinês examina paciente local em um mutirão de saúde gratuito em Dar es Salã, Tanzânia, em 28 de março de 2026. (Xinhua/Emmanuel Herman)

Perto dali, Tatu Saidi, 52 anos, mãe de seis filhos e moradora de Tandika, esperava pacientemente antes de sair de uma sala de consulta com alívio visível.

"Eu tinha problemas na garganta, nos olhos e nos ouvidos", disse ela. "Após os exames e o tratamento, incluindo a acupuntura, já senti alívio antes mesmo de sair daqui".

Histórias como a deles ecoavam pelo local. Para muitos, o acampamento oferecia não apenas tratamento gratuito, mas também conforto e tempo, recursos muitas vezes escassos em instalações de saúde sobrecarregadas.

Dentro da clínica improvisada, os médicos circulavam rapidamente entre as mesas de consulta, os equipamentos de diagnóstico e as áreas de tratamento. Os serviços variavam de consultas gerais a atendimento especializado em cardiologia, pediatria, ortopedia e saúde da mulher.

Os pacientes foram submetidos a testes de glicemia, triagem para malária, ultrassonografias e eletrocardiogramas. Outros receberam terapias da medicina tradicional chinesa, como acupuntura, ventosaterapia e moxabustão, serviços que despertaram muito interesse.

De acordo com as equipes médicas, as condições mais comuns entre os pacientes incluíam hipertensão, diabetes e suas complicações, além de catarata, glaucoma e malária. Problemas de pele, como dermatite e eczema, também eram frequentemente tratados.

Além do diagnóstico e tratamento, os médicos distribuíam medicamentos gratuitos e ofereciam orientações sobre o uso correto. Uma seção dedicada oferecia educação em saúde, ajudando os pacientes a compreender melhor a prevenção e o controle de doenças.

Ao final do evento de dois dias, estimava-se que mais de 1.000 pacientes recebessem atendimento, refletindo tanto a dimensão da necessidade quanto a forte resposta da comunidade.

Moradores locais aguardam em fila para receber atendimento médico em um mutirão de saúde gratuito no Centro Comercial e Logístico da África Oriental (EACLC, na sigla em inglês), em Dar es Salã, Tanzânia, em 28 de março de 2026. (Xinhua/Emmanuel Herman)

Para muitos moradores, o mutirão ajudou a suprir a falta de acesso a serviços especializados. Alguns disseram que adiaram a busca por atendimento devido ao custo ou à distância, enquanto outros aproveitaram a oportunidade de consultar vários especialistas em um só lugar.

"Visitei uma das clínicas e vi um médico atendendo mais de 30 pacientes", disse Kitila Mkumbo, ministro de Estado do Gabinete da Presidência da Tanzânia responsável por Planejamento e Investimento, após conhecer as instalações.

"Mães, pais, jovens, idosos, pessoas de todos os tipos vieram receber esses serviços", disse ele. "Isso é uma grande conquista".

Mkumbo descreveu o acampamento como um exemplo vívido do crescente estreitamento dos laços interpessoais entre a Tanzânia e a China, destacando uma mudança do engajamento diplomático tradicional para uma cooperação mais voltada para o serviço.

O acampamento foi organizado pela EACLC, uma empresa de investimentos chinesa que opera na Tanzânia, em colaboração com as autoridades do distrito de Ubungo. O evento reuniu a 27ª equipe médica chinesa na Tanzânia continental e a 35ª equipe médica chinesa em Zanzibar.

Cathy Wang, diretora-geral da EACLC, disse que o evento refletia um compromisso mais amplo, que ia além dos negócios.

"Hoje não é apenas um evento de negócios, é um dia de serviço", disse ela. "Acreditamos que negócios prósperos devem caminhar lado a lado com uma comunidade saudável e empoderada".

Ela destacou a longa história de cooperação médica entre a China e a Tanzânia, que remonta à década de 1960. Ao longo das décadas, equipes médicas chinesas prestaram serviços em todo o país, contribuindo para a prestação de cuidados de saúde e para o desenvolvimento de capacidades.

"Esses serviços são mais do que apenas cuidados de saúde", disse Wang. "São um símbolo de respeito por mais de meio século de amizade".

Uma médica chinesa examina paciente local em um mutirão de saúde gratuito em Dar es Salã, Tanzânia, em 28 de março de 2026. (Xinhua/Emmanuel Herman)

Zhang Kai, chefe da 27ª equipe médica chinesa na Tanzânia continental, disse que sua equipe tratou mais de 10.000 pacientes locais nos últimos dois anos.

"Nosso objetivo é aproximar os serviços de saúde das pessoas, especialmente daquelas que precisam", disse ele. "Buscamos atender cada paciente com profissionalismo, compaixão e respeito".

Bao Zengtao, chefe da 35ª equipe médica chinesa em Zanzibar, enfatizou a colaboração e a continuidade.

"Esta não é apenas uma clínica pontual", disse ele. "É um esforço prático para promover a saúde e o bem-estar da população e fortalecer a cooperação médica".

Ele observou que a medicina tradicional chinesa gerou muito interesse entre os moradores locais, pois muitos deles estavam ansiosos para testar abordagens alternativas de tratamento e bem-estar.

A enorme adesão já gerou discussões sobre o futuro de iniciativas como essa. Autoridades e organizadores estão considerando tornar o evento anual e expandir sua escala.

À medida que a multidão diminuía e as últimas consultas eram concluídas, muitos saíram com medicamentos em mãos, diagnósticos mais precisos e um otimismo renovado.

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