Esforços da China na restauração de Angkor ajudam a preservar o passado do Camboja e a construir uma ponte para o futuro-Xinhua

Esforços da China na restauração de Angkor ajudam a preservar o passado do Camboja e a construir uma ponte para o futuro

2026-03-28 14:20:15丨portuguese.xinhuanet.com

* O envolvimento da China na restauração de Angkor remonta à década de 1990, quando restaurou os templos de Chau Say Tevoda e Ta Keo.

* Desde 2019, especialistas chineses estão envolvidos em um projeto de 11 anos para restaurar o templo de Phimeanakas, localizado no complexo murado do Palácio Real de Angkor Thom.

Phnom Penh, 26 mar (Xinhua) -- Um documentário que narra os esforços da China para restaurar o Palácio Real de Angkor Thom, do século 10, no Camboja, ganhou muita atenção em um festival internacional de cinema na capital cambojana, lançando luz sobre um tesouro Khmer esquecido e a colaboração intercultural por trás de seu renascimento.

Intitulado "Revivendo o Palácio Real de Angkor", o filme, produzido pela Agência de Notícias Xinhua em 2025, transporta os espectadores para as selvas do noroeste do Camboja para revelar o Palácio Real no coração de Angkor Thom, uma antiga e grandiosa residência dos reis Khmer que se perderam no tempo. Acompanha uma equipe de especialistas chineses e cambojanos enquanto trabalham meticulosamente para dar nova vida ao local sagrado, combinando o artesanato tradicional com técnicas modernas de conservação.

O documentário está entre os cerca de 150 filmes de mais de 40 países e regiões selecionados para exibição na 15ª edição do Festival Internacional de Cinema do Camboja, que acontece de 24 a 29 de março em diversos locais em Phnom Penh. O festival virou um dos maiores eventos cinematográficos do Camboja e da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), disse Phoeurng Sackona, ministro da Cultura e Belas Artes do Camboja.

Turistas se reúnem para ver o nascer do sol no templo de Angkor Wat, na província de Siem Reap, Camboja, em 22 de março de 2026. (Foto de Sao Khuth/Xinhua)

"Revivendo o Palácio Real de Angkor" destaca a importante contribuição da China para a proteção e o desenvolvimento dos antigos templos do Parque Arqueológico de Angkor, disse Cheap Sovichea, diretor da Comissão de Cinema do Camboja.

Patrimônio Mundial da UNESCO e o destino turístico mais popular do Camboja, o Parque Arqueológico de Angkor abriga 91 templos antigos construídos entre os séculos 9 e 13. Sua preservação tem recebido apoio de todo o mundo, com a China emergindo como um parceiro fundamental em sua restauração.

Sob o Fundo Especial de Cooperação Lancang-Mekong (LMC, na sigla em inglês), uma iniciativa chinesa para financiar projetos de cooperação de pequeno e médio porte entre os seis países membros do LMC, a calçada leste do antigo templo de Beng Mealea, dentro do parque, foi reforçada e restaurada, aumentando seu atrativo para os visitantes, disse em fevereiro a Autoridade Nacional APSARA, órgão oficial responsável pela preservação do Parque Arqueológico de Angkor.

Foto sem data mostra turistas visitando o templo de Chau Say Tevoda, na província de Siem Reap, Camboja. (Autoridade Nacional APSARA do Camboja/Divulgação via Xinhua)

O envolvimento da China na restauração de Angkor remonta à década de 1990, quando restaurou os templos de Chau Say Tevoda e Ta Keo.

Desde 2019, especialistas chineses estão envolvidos em um projeto de 11 anos para restaurar o templo de Phimeanakas, localizado dentro do complexo murado do Palácio Real de Angkor Thom. O trabalho deles foi reconhecido: em 2022, o Camboja concedeu medalhas honorárias do governo a dois especialistas chineses por suas "contribuições históricas e substanciais" para a restauração dos templos em ruínas do sítio arqueológico.

Projetos como a restauração do Palácio Real não apenas protegem o passado do Camboja, mas também constroem pontes para o futuro do reino.

Foto tirada em 3 de fevereiro de 2026 mostra local da restauração do portão norte em ruínas do Templo de Mebon Oriental, na província de Siem Reap, Camboja. (ANA/Divulgação via Xinhua)

Além de preservar relíquias culturais, os esforços de restauração impulsionaram a economia do Camboja, uma nação onde o turismo é um dos principais pilares do crescimento. Em 2025, o Parque Arqueológico de Angkor atraiu 955.131 visitantes estrangeiros de 197 países e regiões, gerando quase 45 milhões de dólares americanos em receita com ingressos, segundo a Angkor Enterprise, a empresa estatal que administra o sítio.

A política piloto de isenção de vistos para cidadãos chineses no Camboja, em vigor de 15 de junho a 15 de outubro, deverá impulsionar um aumento significativo no número de turistas chineses no parque, disse Thong Mengdavid, vice-diretor do Centro de Estudos China-ASEAN da Universidade de Tecnologia e Ciência do Camboja, em Phnom Penh.

Foto tirada em 30 de janeiro de 2026 mostra a ponte leste restaurada do templo de Beng Mealea, na província de Siem Reap, Camboja. (ANA/Divulgação via Xinhua)

"Com uma forte conectividade aérea e uma promoção eficaz, acredito que o número de turistas chineses em Angkor continuará aumentando este ano", disse ele.

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