Beijing, 26 mar (Xinhua) -- O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reuniu-se com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, nesta quinta-feira, em Beijing.
Wang, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, afirmou que os combates no Oriente Médio estão se espalhando e se intensificando, com seu impacto se alastrando em ritmo acelerado. Em particular, se instalações nucleares forem alvo de ataques, haverá consequências imensuravelmente sérias e a população da região será mergulhada em uma situação desesperadora, disse Wang.
É necessário impedir a escalada sucessiva do confronto, que poderia minar a paz mundial e a estabilidade regional, disse Wang, acrescentando que a história provou repetidamente que o militarismo não é, de forma alguma, o caminho certo para o mundo. Somente com a cessação imediata das hostilidades e a retomada do diálogo e das negociações é que as causas profundas do conflito poderão ser verdadeiramente eliminadas, enfatizou.
Observando que o mundo hoje está em turbulência, ele disse que alguns países estão atropelando as regras com o uso do poder e substituindo a cooperação pela intimidação. A ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial enfrenta desafios sem precedentes, o sistema internacional com as Nações Unidas (ONU) em seu centro está passando por uma crise de confiança, e há um perigo real de que o mundo possa regredir para a lei da selva, acrescentou Wang.
A China defenderá e praticará firmemente o multilateralismo, salvaguardará a autoridade e o status da Carta das Nações Unidas, se comprometerá a revitalizar e fortalecer a ONU e promoverá a construção de um sistema de governança global mais justo e equitativo, enfatizou ele.
Observando que a AIEA desempenha um papel significativo na governança nuclear global, assume responsabilidades internacionais cada vez mais proeminentes e carrega as expectativas dos povos de todos os países, Wang disse que a China está disposta a fortalecer a cooperação com a AIEA, salvaguardar o regime internacional de não proliferação nuclear e envidar esforços para manter a paz.
Grossi afirmou que o mundo de hoje enfrenta incertezas, e as mudanças são tão profundas que são difíceis de prever e causam preocupação, e que todos os países devem unir forças para enfrentar esses desafios.
As quatro iniciativas globais propostas pela parte chinesa demonstram plenamente o firme apoio da China ao sistema internacional com a ONU em seu centro, o que a AIEA aprecia muito, observou Grossi.
A China é uma grande potência nuclear e um membro importante da AIEA, disse Grossi, acrescentando que a AIEA adere à política de Uma Só China e está disposta a aprofundar a comunicação e a cooperação com o país para abordar questões relevantes de grande interesse e promover o uso pacífico da energia nuclear, salvaguardando conjuntamente o regime internacional de não proliferação nuclear e mantendo a paz e a estabilidade mundiais.

