
Foto tirada em 23 de março de 2026 mostra vista do Centro Internacional de Conferências do Fórum de Boao para a Ásia (BFA, na sigla em inglês), na cidade de Boao, Qionghai, província de Hainan, sul da China. (Xinhua/Yang Guanyu)
Em meio a dificuldades, incluindo tarifas e crises globais, a China demonstrou muito resiliência nos últimos anos, injetando estabilidade inestimável nas cadeias de suprimentos globais, diz um especialista alemão.
Boao, China, 24 mar (Xinhua) -- O compromisso da China com o multilateralismo, o livre comércio e a inclusão oferece estabilidade estratégica essencial a um mundo marcado pela volatilidade do mercado e pelo crescente protecionismo, disse um diretor de consultoria alemão.
Esse compromisso também é essencial para restaurar a confiança dos investidores e garantir um ambiente estável e previsível para investimentos, disse Denis Depoux, diretor-geral global da Roland Berger, com sede em Munique, em entrevista por escrito à Xinhua antes da Conferência Anual do Fórum Boao para a Ásia, que acontece de terça a sexta-feira na província de Hainan, no sul da China.
Enfrentando dificuldades como tarifas e crises globais, a China demonstrou muita resiliência nos últimos anos, injetando uma estabilidade inestimável nas cadeias de suprimentos globais, disse ele.
"Em meio à crise em curso no Oriente Médio, que interrompeu significativamente o fornecimento global de energia, acreditamos que a China continuará demonstrando essa resiliência por meio de sua transição de longo prazo para energias renováveis", disse Depoux.

Foto de drone mostra turbinas eólicas na Ilha Mianchuan, na cidade de Jiujiang, província de Jiangxi, leste da China, em 29 de janeiro de 2026. As instalações de carbono zero da ilha incluem sistemas de armazenamento de energia, estacionamentos fotovoltaicos e estações de carregamento. (Xinhua/Wan Xiang)
Ao falar sobre o compromisso da China com o desenvolvimento verde, Depoux enfatizou que ele não se limita ao setor energético, mas está permeando e fortalecendo uma ampla gama de outras indústrias.
Ele citou o relatório de trabalho do governo apresentado nas "duas sessões" deste ano do principal órgão legislativo e do principal órgão consultivo político da China, que enfatizou a construção de núcleos de computação inteligente em hiperescala e a melhoria da coordenação entre o poder computacional e os sistemas de eletricidade.
"Isso criará uma nova vantagem competitiva, na qual o desenvolvimento da IA estará intrinsecamente ligado à transição para a energia verde. Ao aproveitar sua capacidade de energia verde de ponta para alimentar data centers, a China pode reduzir significativamente o custo da computação de IA", disse ele.
Essa sinergia, acrescentou Depoux, não apenas contribui para as metas climáticas globais, mas também posiciona a China para liderar a próxima onda de inovação digital com serviços de IA mais acessíveis e alimentados por energia verde.

Um funcionário testa robô humanoide na MagicAtom em Suzhou, província de Jiangsu, leste da China, em 10 de março de 2026. (Xinhua/Li Bo)
Além disso, ele descreveu a Ásia como um farol de crescimento global nos últimos anos, observando que a China está desempenhando um papel importante nessa tendência, impulsionada por avanços tecnológicos significativos.
"A China está se transformando de uma produtora e consumidora de produtos em uma inovadora e criadora de tendências, impulsionada por uma combinação única de inovação, escala e velocidade", disse Depoux.
A ascensão da China como líder em inovação, juntamente com sua produtividade em rápido crescimento e expansão global, continuará remodelando as cadeias de suprimentos regionais e globais, criando oportunidades para empresas multinacionais (EMNs), disse Depoux.

Foto de drone tirada em 16 de março de 2026 mostra vista do Porto de Tianjin na Nova Área de Binhai, Tianjin, norte da China. (Foto de Du Penghui/Xinhua)
Para as multinacionais, a China representa uma plataforma de crescimento dinâmica e multifacetada, disse ele. "A oportunidade não é apenas vender para a China, mas crescer com a China à medida que ela constrói novos corredores de cooperação, especialmente com o Sul Global".
"Em diferentes mercados e segmentos, veremos empresas chinesas e multinacionais colaborando entre si, tanto na China quanto no resto do mundo", disse ele.


