(Multimídia) Enviado especial chinês defende retorno aos meios diplomáticos para resolver tensões no Oriente Médio-Xinhua

(Multimídia) Enviado especial chinês defende retorno aos meios diplomáticos para resolver tensões no Oriente Médio

2026-03-24 09:26:15丨portuguese.xinhuanet.com

   Beijing, 23 mar (Xinhua) -- A China pede à comunidade internacional que mantenha seu compromisso com a paz, promova ativamente as negociações de paz e incentive o retorno aos meios diplomáticos para a resolução de disputas, afirmou um enviado especial chinês nesta segunda-feira, após concluir sua visita ao Oriente Médio.

   Zhai Jun, enviado especial do governo chinês para a questão do Oriente Médio, disse em uma coletiva de imprensa que elaborou a posição da China quanto aos países da região durante a viagem.

   Primeiro, esta é uma guerra que não deveria ter acontecido. Enquanto os povos dos países do Oriente Médio aspiram à paz e à estabilidade e a última rodada de negociações entre o Irã e os EUA estava em andamento, os Estados Unidos e Israel iniciaram abruptamente uma guerra, anulando todos os esforços diplomáticos. Isso é profundamente lamentável e decepcionante para todos que se comprometem com a paz.

   Segundo, os meandros da crise são claros. Os EUA e Israel atacaram o Irã sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU. Trata-se de uma violação flagrante dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional; a China se opõe firmemente e condena tais atos. Qualquer discussão sobre como resolver esta crise deve basear-se na compreensão da causa principal e do panorama completo do conflito.

   Terceiro, é preciso envidar esforços para impedir a propagação e a escalada das hostilidades. A guerra compromete gravemente a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, representa um duro golpe para a segurança da economia, da energia e das rotas marítimas globais, e ameaça o bem-estar de todos os países. Os Estados árabes, em particular os do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), estão sofrendo um desastre que não causaram. Sob nenhuma circunstância deve ser ultrapassada a linha vermelha da proteção de civis em conflitos militares; nem devem ser atacados alvos não militares, como instalações de energia, econômicas e de subsistência; nem deve ser prejudicada a segurança do Estreito de Ormuz e de outras rotas marítimas internacionais. A China condena todos os ataques indiscriminados contra civis e alvos não militares.

   Quarto, a prioridade é alcançar um cessar-fogo. A escala, a intensidade e a duração desta guerra excederam as da Guerra dos 12 Dias do ano passado. O Oriente Médio já passou por turbulências mais do que suficientes. Os países e povos da região não desejam nada além de paz e tranquilidade. As partes envolvidas devem interromper imediatamente as ações militares e impedir que a situação se agrave ainda mais e saia do controle.

   Quinto, o diálogo e a negociação representam a solução fundamental. Tanto o passado quanto o presente nos mostram que o diálogo e a negociação constituem a única solução para divergências e disputas; os meios militares não podem resolver questões fundamentais, e o uso da força nunca deve ser a primeira opção. A China pede à comunidade internacional que mantenha seu compromisso com a paz, promova ativamente as negociações de paz e busque o retorno aos meios diplomáticos na resolução de disputas.

   Sexto, o unilateralismo deve ser firmemente resistido. O poder não dá razão. Um grande país não deve usar sua força militar para atacar outros países à vontade. A comunidade internacional deve, em conjunto, dizer não a qualquer ato que viole o direito internacional e se opor às tentativas de reduzir o mundo à lei da selva. A ONU deve funcionar como o principal canal de mediação e ajudar a construir confiança, superar diferenças e reiniciar as negociações entre as partes envolvidas.

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