Beijing, 23 mar (Xinhua) -- Uma equipe de pesquisa chinesa foi pioneira em uma nova tecnologia de comunicação sem fio que suporta simultaneamente redes que vão de 2G a 6G. Ela permite a miniaturização das estações base, reduz o consumo de energia em mais de dez vezes e oferece suporte de hardware para aplicações de ponta, como inteligência incorporada e comunicações via satélite, segundo um estudo publicado recentemente na revista Nature Photonics.
A crescente demanda por comunicação de dados acelerou a rápida evolução das redes, com a transição de 2G para 6G. No entanto, cada geração de rede exigiu hardware dedicado e específico para frequência, uma abordagem de empilhamento que sobrecarregou a infraestrutura com redundância de hardware severa.
Pesquisadores da Escola de Eletrônica da Universidade de Beijing propuseram uma plataforma unificada de hardware para quebrar as barreiras entre as gerações de rede. Em contraste com as soluções convencionais, a nova plataforma utiliza a luz como meio, modulando sinais sem fio em módulos ópticos para gerar de forma estável e simultânea um grande número de canais sem fio.
Com essa plataforma inovadora, a equipe conquistou o primeiro suporte paralelo do mundo para todas as gerações de comunicações sem fio, de 2G a 6G, em um dispositivo altamente integrado.
"As redes de 2G a 6G são como veículos diferentes usando faixas separadas. Agora unificamos as faixas, para que todos os veículos possam circular na mesma estrada", disse Chang Lin, pesquisador da Escola de Eletrônica.
Com base nessa tecnologia, a equipe também desenvolveu um sistema integrado estruturado de comunicação e sensoriamento por micro-ondas. Experimentos mostraram que esse sistema atinge velocidades totais de transmissão de informações 30 vezes mais rápidas do que as abordagens convencionais nas comunicações de rede 6G.
Pesquisadores afirmaram que essa nova tecnologia deve impulsionar a conectividade em massa para a Internet de Todas as Coisas, reduzir significativamente a latência da rede e preencher a lacuna entre o poder de computação e os dispositivos terminais. Ela também pode fornecer suporte de hardware subjacente para aplicações sensíveis à latência, como agentes de IA, inteligência incorporada e comunicações via satélite.

