São Paulo, 21 mar (Xinhua) -- Um novo corredor logístico expresso entre a China e o Brasil entrou em operação nesta quarta-feira, com um serviço direto de encomendas no sentido da China para o Brasil, enquanto o fluxo inverso deve começar no início de maio, estabelecendo uma conexão bidirecional contínua entre os dois países.
Nos últimos anos, o avanço do comércio bilateral e o aumento dos investimentos chineses no Brasil elevaram significativamente a demanda por logística internacional mais ágil. Nesse contexto, empresas chinesas do setor passaram a acelerar sua presença no país latino-americano, aproveitando as estruturas locais de armazenagem, desembaraço aduaneiro e distribuição para aprimorar a rede logística internacional.
A nova linha expressa, lançada pela empresa chinesa de logística Anjun Express, integra transporte aéreo, processos alfandegários e entrega final, atendendo desde o envio de documentos empresariais até encomendas de comércio eletrônico e materiais para feiras e exposições.
Com base em hubs logísticos no Brasil, especialmente em São Paulo, o serviço busca garantir maior previsibilidade nos prazos, com prazos que vão de poucos dias nas regiões centrais a cerca de uma semana em áreas mais afastadas, além de opções aceleradas para demandas urgentes.
No desembaraço aduaneiro, a linha expressa adota o modelo DDP (Delivered Duty Paid), no qual a operadora logística assume o pagamento de tributos e os trâmites necessários, com integração ao sistema tributário brasileiro para maior eficiência e transparência.
A empresa responsável informou que possui a concessão para operar o maior armazém alfandegado de encomendas internacionais no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e conta com uma rede de distribuição de alcance nacional, o que garante a base necessária para o funcionamento da nova rota.
Considerando a distância geográfica entre os dois países, a logística sempre foi um dos principais entraves ao comércio. A criação dessa rota deve reduzir incertezas como atrasos, falhas de rastreamento e complexidade aduaneira, contribuindo para maior fluidez nas trocas comerciais.
Analistas do setor avaliam que, com o aumento contínuo dos investimentos de empresas logísticas, os custos de circulação de mercadorias devem cair, enquanto a coordenação das cadeias de suprimentos se fortalecerá, oferecendo suporte mais robusto ao crescimento do comércio bilateral e à cooperação industrial China-Brasil. Fim

