Maputo, 17 mar (Xinhua) -- A Mozal, grande empreendimento industrial de Moçambique, localizada nos arredores de Maputo, suspendeu a produção de alumínio e entrou em regime de manutenção e conservação devido a dificuldades para garantir eletricidade suficiente a preços competitivos.
A Mozal confirmou na segunda-feira que interrompeu a produção e a exportação de lingotes de alumínio após as negociações sobre as tarifas de eletricidade não terem chegado a um acordo.
A empresa afirmou que manteve discussões com as partes relevantes para garantir o fornecimento de energia além de março, quando expira o atual acordo de eletricidade, mas não foi possível chegar a um acordo sobre o preço da eletricidade que permitisse à fundição permanecer competitiva internacionalmente.
A Mozal necessita de cerca de 960 megawatts de eletricidade para operar em plena capacidade. No entanto, a hidrelétrica de Cahora Bassa atualmente não consegue fornecer esse nível de energia, em parte devido às condições de seca, enquanto a empresa de energia da África do Sul, Eskom, também indicou que não pode disponibilizar a energia necessária.
O governo de Moçambique advertiu que a suspensão poderá ter um impacto econômico significativo.
Observando que a Mozal tem sido uma das principais fontes de receita de exportação do país e responde por cerca de 40% da produção industrial da Província de Maputo, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, afirmou que a suspensão deverá afetar cerca de 1.100 empregos diretos e aproximadamente 5.000 empregos indiretos.
Segundo relatos da mídia local, a retomada da produção poderá levar pelo menos 12 meses, e até agora nenhuma outra empresa manifestou interesse em assumir a instalação.
A Mozal, controlada majoritariamente pelo grupo minerador australiano South32, opera em Moçambique há cerca de 25 anos.

