Observatório Econômico: Economia da China continua sendo âncora firme em águas turbulentas-Xinhua

Observatório Econômico: Economia da China continua sendo âncora firme em águas turbulentas

2026-03-17 19:25:15丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 17 mar (Xinhua) -- Na última quinta-feira, encerrou-se uma importante conferência política da China neste ano. Com a conclusão das "duas sessões", Beijing enviou uma mensagem inequívoca a um mundo que enfrenta uma incerteza crescente: a China continuará sendo o motor mais estável da economia global.

Nas duas sessões deste ano, a China estabeleceu uma meta de crescimento do PIB de 4,5% a 5% para 2026, superando significativamente a projeção de janeiro do FMI de 3,3% para a economia global.

A meta reflete a confiança da China, que se baseia em fundamentos sólidos. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu a uma taxa média anual de 5,4%, contribuindo com cerca de 30% para o crescimento global, mais do que a contribuição combinada dos países do G7.

"O mundo pode contar com a China para oferecer novas contribuições para um crescimento global forte e sustentável", disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, à margem da sessão anual da legislatura nacional.

IMPULSIONANDO A DEMANDA GLOBAL

Talvez o canal mais visível por meio do qual a China está estabilizando a economia mundial seja seu enorme mercado doméstico. Como o segundo maior mercado consumidor do mundo, ele está criando uma demanda vital por bens e serviços globais.

O relatório de trabalho do governo para 2026 coloca a "construção de um mercado doméstico robusto" em primeiro lugar entre as principais tarefas para este ano. Ele promete medidas concretas, incluindo 250 bilhões de yuans em títulos do Tesouro especiais de prazo ultralongo para programas de substituição de bens de consumo, um fundo de coordenação fiscal-financeira de 100 bilhões de yuans para estimular as demandas internas, e subsídios ampliados de juros para consumidores e prestadores de serviços.

A política já está produzindo resultados. Em 2025, o programa de substituição gerou mais de 2,6 trilhões de yuans em vendas, beneficiando mais de 360 milhões de consumidores. "O programa de substituição deu um verdadeiro impulso aos nossos negócios", disse Ai Yucheng, que trabalha em uma loja de eletrodomésticos em Yuncheng, na Província de Shandong. "O fluxo de clientes mais que dobrou, e eles estão entrando na loja com a intenção de comprar."

O esboço do 15º Plano Quinquenal (2026-2030) reforça essa prioridade, prometendo "liberar o potencial do consumo de serviços" e "promover a expansão e a modernização do consumo de bens".

Essa demanda vibrante se estende além das fronteiras. Durante o recente Festa da Primavera do Ano do Cavalo, viajantes chineses se espalharam tanto por destinos tradicionais quanto por locais menos conhecidos, com seus gastos dando um impulso oportuno às economias relativas ao turismo da Tailândia à Europa.

A integração da inteligência artificial (IA) com o consumo, criando novos cenários para casas inteligentes, veículos inteligentes e serviços personalizados, está gerando uma nova demanda que beneficia toda a economia global.

No entanto, a contribuição econômica da China vai além do simples consumo. Comprometido com uma abertura de alto nível, o país está promovendo a liberalização do comércio e dos investimentos em várias frentes, consolidando as cadeias de abastecimento globais e, ao mesmo tempo, abrindo ainda mais suas portas para bens e capitais estrangeiros.

Apenas três meses após o início de 2026, investidores estrangeiros já estão redobrando seus esforços: a STI, fabricante sul-coreana de equipamentos para semicondutores, está construindo uma base de fabricação de semicondutores em Guangzhou, com um investimento total de aproximadamente 12,4 bilhões de yuans; a gigante alemã de peças automotivas Schaeffler está injetando mais 1 bilhão de yuans em uma fábrica de robótica humanoide na Província de Jiangsu. Os novos investimentos ressaltam a confiança global no duplo papel da China como centro de produção e motor de consumo.

IMPULSIONANDO O CRESCIMENTO DE QUALIDADE

A inovação tecnológica tornou-se um motor fundamental para o desenvolvimento econômico de alta qualidade da China, e uma economia chinesa próspera é, por sua vez, um benefício para o mundo inteiro.

A China tem dado grande ênfase à promoção de "novas forças produtivas de qualidade" - uma mudança de paradigma que prioriza avanços científicos, transformação verde e integração digital em vez do crescimento tradicional impulsionado por fatores de produção.

Esses esforços assentam em bases sólidas. A China destinou 2,8% do seu PIB à pesquisa e desenvolvimento em 2025, com um investimento anual superior a 3,9 trilhões de yuans, um aumento anual de 8,1%. Os graduados do país em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, sigal em inglês) - mais de 5 milhões por ano - formam um banco de talentos líder mundial.

Essa vantagem de capital humano está sendo canalizada para fronteiras estratégicas: desde o modelo de IA DeepSeek até o lançamento do porta-aviões Fujian, equipado com catapultas eletromagnéticas, e o teste bem-sucedido de um motor reutilizável de oxigênio líquido-querosene de 240 toneladas para voos espaciais comerciais. Avanços de ponta estão se desenrolando em todas as áreas -- em novas energias, circuitos integrados e transporte inteligente.

Essas inovações geram efeitos positivos que beneficiam a economia global de forma geral - reduzindo custos, acelerando transições verdes e abrindo novas oportunidades de mercado.

Em vez de buscar a autossuficiência tecnológica isoladamente, a China está expandindo a colaboração internacional. Multinacionais estrangeiras, desde a gigafábrica da Tesla e o centro de inovação da Roche em Shanghai até o novo laboratório de pesquisa aplicada da Apple em Shenzhen, estão aprofundando suas atividades de pesquisa e desenvolvimento na China para aproveitar esse ecossistema dinâmico.

"A economia da China oferece ao mundo uma combinação rara de estabilidade, potencial de crescimento de longo prazo e cooperação aberta. Fazer parceria com a China significa fazer parceria com oportunidades", disse Gao Shijie, funcionário da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

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