Beijing, 15 mar (Xinhua) -- A parte continental da China condenou no sábado o líder taiwanês Lai Ching-te por fazer observações separatistas defendendo a "independência de Taiwan" e desafiando o princípio de Uma Só China.
Chen Binhua, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, fez a declaração em resposta a uma pergunta da mídia sobre as observações de Lai em um fórum que marcou o 30º aniversário da eleição direta do líder regional de Taiwan.
Chen acusou Lai de distorcer a história e a realidade de Taiwan, criar uma narrativa falsa e incitar confrontos através do Estreito de Taiwan numa tentativa de enganar o público.
Ele reiterou que ambos os lados do Estreito de Taiwan pertencem a uma única China e que Taiwan faz parte da China, ressaltando que a soberania e a integridade territorial da China nunca foram divididas, apesar do fato de que os dois lados ainda não alcançam a reunificação completa.
"Não importa como o líder da região seja eleito ou quem seja eleito, o fato de que Taiwan faz parte da China não mudará, e os laços históricos e legais entre os dois lados do Estreito não serão rompidos", disse ele.
Sistemas diferentes nos dois lados do Estreito não são um obstáculo para a reunificação e não devem ser usados como desculpa para a secessão, disse Chen, alertando que o continente nunca permitirá que qualquer indivíduo ou força busque a "independência de Taiwan" sob o pretexto da democracia.
Ele também pediu à população em Taiwan que se oponha às atividades secessionistas e trabalhem em conjunto com seus compatriotas do continente para salvaguardar a paz e a estabilidade através do Estreito.

