
Foto tirada em 29 de janeiro de 2025 mostra o Edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, Bélgica. (Xinhua/Meng Dingbo)
Um grupo de países europeus, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, anunciou planos para liberar reservas emergenciais de petróleo depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou uma redução recorde das reservas para ajudar a conter a alta dos preços da energia em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Bruxelas, 12 mar (Xinhua) -- Um grupo de países europeus anunciou planos para liberar reservas emergenciais de petróleo depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou uma redução recorde das reservas para ajudar a conter a alta dos preços da energia em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, disse na quarta-feira que os 32 países-membros da agência concordaram unanimemente em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para o mercado. A medida visa mitigar as interrupções nos mercados globais de petróleo causadas pelo conflito no Oriente Médio, em particular o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, uma rota marítima global essencial para o fornecimento de energia e alimentos.
Em 28 de fevereiro, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques conjuntos contra Teerã e diversas outras cidades iranianas. O Irã respondeu com uma série de ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses e americanos no Oriente Médio.
Segundo a AIE, o conflito interrompeu severamente o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, com as exportações de petróleo bruto e derivados atualmente em menos de 10% dos níveis pré-conflito.
O petróleo Brent, referência internacional, subiu brevemente para cerca de 119 dólares americanos por barril na segunda-feira, seu nível mais alto desde meados de 2022, antes de recuar para 87,57 dólares na quarta-feira.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa no Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, em 11 de março de 2026. ACOMPANHA: "Presidente da Comissão Europeia diz que conflito no Oriente Médio está elevando os custos de energia" (União Europeia/Divulgação via Xinhua)
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na quarta-feira que "desde o início do conflito, os preços do gás subiram 50% e os do petróleo, 27%".
Falando após uma videoconferência com líderes do G7, o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que a França liberará 14,5 milhões de barris de reservas estratégicas de petróleo.
A Alemanha liberará 19,51 milhões de barris de suas reservas estratégicas, disse a ministra da Economia e Energia, Katherina Reiche, acrescentando que o país agirá em consonância com o princípio da solidariedade da AIE.

Veículo sai de um posto de gasolina em Berlim, Alemanha, em 9 de março de 2026. (Xinhua/Zhang Haofu)
Enquanto isso, o Reino Unido anunciou que contribuirá com 13,5 milhões de barris de petróleo para ajudar a proteger os consumidores de interrupções de curto prazo no fornecimento global, que poderiam desencadear volatilidade nos preços e prejudicar a economia mundial, segundo um comunicado do governo.
Outros países-membros europeus da AIE também anunciaram suas contribuições. A Holanda liberará 5,36 milhões de barris de suas reservas estratégicas nacionais, cerca de 20% do estoque total, disse na quarta-feira a ministra do Clima e Crescimento Verde, Stientje van Veldhoven-van der Meer.
A Áustria começará a liberar 325 mil toneladas de petróleo bruto de suas reservas estratégicas como parte do esforço conjunto para estabilizar os mercados globais de energia, segundo o ministro da Economia, Energia e Turismo, Wolfgang Hattmannsdorfer.
Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, disse que o país liberará cerca de 10% de suas reservas estratégicas de petróleo.
Enquanto isso, Letônia, Estônia e Lituânia também declararam estar preparadas para liberar estoques emergenciais de petróleo no mercado.
De acordo com a AIE, seus países-membros detêm, coletivamente, reservas emergenciais de petróleo de mais de 1,2 bilhão de barris, além de cerca de 600 milhões de barris em estoques industriais mantidos por obrigações governamentais.




