Rio de Janeiro, 13 mar (Xinhua) -- O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou nesta sexta-feira a revogação do visto de Darren Beattie, assessor do governo do presidente Donald Trump, que planejava visitar o país na próxima semana para se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o ministério, a decisão foi tomada devido à omissão e falsificação de informações relevantes sobre o propósito da visita no momento da solicitação do visto em Washington.
Mais cedo nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que Darren Beattie só poderá entrar no Brasil após a entrada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nos Estados Unidos.
O presidente recordou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Padilha, enquanto o visto do ministro já havia expirado e, portanto, não estava sujeito a cancelamento.
Na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber Darren Beattie. Em sua decisão, Moraes observou que a visita do assessor do presidente Donald Trump não havia sido comunicada aos diplomatas brasileiros e não constava da agenda oficial de sua visita ao país.
Antes da decisão, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, havia informado ao Supremo Tribunal Federal que a visita a Bolsonaro poderia configurar interferência indevida nos assuntos internos do Brasil em ano eleitoral.
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, foi internado nesta sexta-feira, no Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia, e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

