
Beijing, 13 mar (Xinhua) -- A missão da China para recolher amostras de Marte avançará para a fase de desenvolvimento de um modelo de voo ainda este ano, afirmou nesta quinta-feira Liu Jizhong, projetista-chefe da missão Tianwen-3.
Com base em pesquisas técnicas e demonstrações preliminares, a missão alcançou avanços em tecnologias essenciais. A equipe de engenharia está agora focada no desenvolvimento de protótipos, disse Liu, que também é legislador nacional, aos repórteres.
A missão de retorno de amostras de Marte está programada para ser lançada por volta de 2028, com o objetivo de trazer de volta à Terra pelo menos 500 gramas de amostras marcianas até cerca de 2031.
Cientistas internacionais são convidados a colaborar no avanço do desenvolvimento e da engenharia da tecnologia para a exploração do espaço profundo, de acordo com Liu.
Em termos de engenharia, a missão está desenvolvendo um orbitador, um módulo de retorno, um módulo de pouso, um módulo de ascensão e um módulo de serviço, que comporão o complexo orbitador-módulo de retorno e o complexo de módulos de pouso-ascensão-módulo de serviço.
O trabalho de desenvolvimento também inclui a obtenção de avanços em tecnologias-chave, como recolhimento e selagem de amostras na superfície marciana, decolagem e ascensão da superfície marciana, encontro na órbita de Marte, captura e transferência de amostras e proteção planetária.
A missão tem como objetivo procurar sinais potenciais de vida em Marte, investigar a formação geológica marciana e examinar a atmosfera marciana, com o objetivo de fazer grandes descobertas no estudo da evolução habitável dos planetas terrestres.
"A missão Tianwen-3 representa um grande empreendimento espacial altamente desafiador, inovador e pioneiro", explicou Liu. "Espera-se que ela realize a primeira missão humana de coleta de amostras de Marte, promovendo assim um avanço significativo no desenvolvimento integrado da ciência espacial, da tecnologia espacial e das aplicações espaciais."
Liu também mencionou que a sonda chinesa Tianwen-2, lançada em 2025, já percorreu aproximadamente 700 milhões de quilômetros e chegará ao asteroide próximo à Terra 2016HO3 ainda este ano, para começar a voar ao seu redor para exploração.

