Bormio, Itália, 16 fev (Xinhua) -- O brasileiro Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante masculino nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026 neste sábado, garantindo a primeira medalha olímpica de inverno da América do Sul.
O atleta de 25 anos marcou um tempo combinado de dois minutos e 25,00 segundos, terminando 0,58 segundo à frente do então campeão Marco Odermatt, da Suíça, que levou a prata. O companheiro de equipe de Odermatt, Loic Meillard, conquistou o bronze.
Pinheiro Braathen liderou a primeira descida com um tempo de 1min13s92, o que se mostrou crucial, pois neves intensas começaram a cair no Stelvio Ski Center antes da bateria final. Apesar de uma segunda descida desafiadora de 1min11s08, que o colocou em 11º lugar na sessão, sua liderança inicial foi suficiente para conquistar o título.
Em um palco como os Jogos Olímpicos de Inverno, não há margem de segurança, disse Pinheiro Braathen sobre sua apresentação de alto risco. Ele explicou que os atletas ficam no limite, equilibrando-se entre quedas e curvas boas, o que ele considera a beleza do esqui alpino.
A vitória foi profundamente emocionante para Pinheiro Braathen, nascido em uma família norueguesa-brasileira e que anteriormente representou a Noruega antes de uma breve aposentadoria e um retorno em 2024 sob a bandeira brasileira. Após desabar na neve ao ver seu tempo vencedor, ele descreveu o hino nacional como o auge de seu dia.
Ele afirmou que o hino nacional era definitivamente um momento honroso. Ele revelou que não cresceu como esquiador, mas sim como jogador de futebol, o que foi sua introdução aos esportes, enfatizando sua conexão emocional com os esportes brasileiros. O campeão acrescentou que tentou inúmeras vezes expressar em palavras o que estava sentindo, mas que era simplesmente impossível.
Refletindo sobre seu legado, o campeão esperava que sua jornada pudesse ressoar além das pistas. Ele descreveu que o que sentia naquele momento era um "sol interno" brilhando intensamente, a luz que o levou a ser o mais rápido do mundo. E ele realmente espera que essa luz possa brilhar sobre os outros, inspirando-os a seguir sua própria luz, seu próprio coração e a confiar em quem são.
Thomas Tumler, da Suíça, terminou em quarto, a 0,28 segundo do pódio, enquanto Liu Xiaochen, da China, ficou em 58º.

