Da seca à esperança: Cooperação agrícola China-Zimbábue revitaliza aldeia rural-Xinhua

Da seca à esperança: Cooperação agrícola China-Zimbábue revitaliza aldeia rural

2026-02-16 13:20:30丨portuguese.xinhuanet.com

Tang Junlin (2º à direita), funcionário do 4º grupo de especialistas agrícolas chineses no Zimbábue, demonstra técnicas de irrigação para moradores locais na aldeia de demonstração agrícola apoiada pela China em Zindi, distrito de Shamva, província de Mashonaland Central, Zimbábue, em 26 de janeiro de 2026. (Xinhua/Yang Guang)

A aldeia de Zindi, localizada na província de Mashonaland Central, no norte do Zimbábue, viu uma rápida transformação no desenvolvimento agrícola e nos meios de subsistência de seus moradores nos últimos anos, conforme a cooperação agrícola entre China e Zimbábue prospera.

Harare, 14 fev (Xinhua) -- Fileiras de painéis solares brilham sob o sol do meio-dia, enquanto bombas funcionam silenciosamente, com água subterrânea cristalina fluindo por tubulações para os campos ao redor, onde o milho já está espigando e as batatas-doces quase prontas.

A aldeia de Zindi, localizada na província de Mashonaland Central, no norte do Zimbábue, viu uma rápida transformação no desenvolvimento agrícola e nos meios de subsistência de seus moradores nos últimos anos, conforme a cooperação agrícola entre China e Zimbábue prospera.

Weveson Zindi, chefe da aldeia, disse à Xinhua que a maioria dos moradores que praticam agricultura de subsistência há muito tempo luta contra a escassez crônica de água e o fornecimento instável de eletricidade, e a situação piorou ainda mais com as frequentes secas que atingiram o país.

"Quando a seca chegou, havia muito pouco para colher", disse ele.

Ma Dengrong (centro), funcionário do 4º grupo de especialistas agrícolas chineses no Zimbábue, mostra drone agrícola a moradores locais na aldeia de demonstração agrícola apoiada pela China em Zindi, distrito de Shamva, província de Mashonaland Central, Zimbábue, em 26 de janeiro de 2026. (Xinhua/Yang Guang)

A mudança ocorreu em 2024, quando o projeto da aldeia de demonstração agrícola financiada pela China foi lançado, trazendo um grupo de especialistas agrícolas chineses de alto nível para a aldeia.

Após saberem da escassez de água, os especialistas perfuraram poços artesianos, instalaram bombas e tubulações movidas a energia solar e criaram um sistema de irrigação capaz de fornecer 55.000 litros de água por dia.

"Com os poços artesianos, podemos buscar água para nossas casas e, com o sistema de irrigação, podemos regar nossas hortas", disse Zindi, acrescentando que o acesso a um abastecimento estável de água tornou "viva" a terra que era árida.

Funcionários do 4º grupo de especialistas agrícolas chineses no Zimbábue verificam torneira próxima a uma torre de armazenamento de água na aldeia de demonstração agrícola apoiada pela China em Zindi, distrito de Shamva, província de Mashonaland Central, Zimbábue, em 26 de janeiro de 2026. (Xinhua/Yang Guang)

Enquanto isso, os especialistas chineses introduziram o uso científico de fertilizantes orgânicos aos agricultores locais e os auxiliaram na conversão gradual do solo arenoso em terras agrícolas produtivas. Eles também treinaram moradores locais em habilidades profissionais, incluindo o gerenciamento e a manutenção de equipamentos agrícolas mecanizados.

"Nos concentramos em três áreas principais, sendo culturas básicas, produção de hortaliças e criação de gado. Mais importante ainda, estamos passando habilidades e conhecimento a eles, permitindo que sigam seu próprio caminho de desenvolvimento", disse Zhao Ke, chefe do quarto grupo de especialistas agrícolas chineses no Zimbábue.

Ele observou que, com base nas experiências chinesas, a revitalização rural requer não apenas infraestrutura, mas também novas abordagens de gestão e participação da comunidade.

Lu Puzheng (direita), funcionário do 4º grupo de especialistas agrícolas chineses no Zimbábue, instrui moradores locais sobre técnicas de plantio de milho na aldeia de demonstração agrícola apoiada pela China em Zindi, distrito de Shamva, província de Mashonaland Central, Zimbábue, em 26 de janeiro de 2026. (Xinhua/Yang Guang)

"Aprendemos muito com os chineses. Eles nos ensinaram muito sobre agricultura. Agora podemos plantar vários vegetais, como pimentão, pimenta e gergelim, e obter lucro", disse Handna Gwanzu, uma moradora da aldeia.

Para Gwanzu, a mudança na aldeia não só permitiu que as famílias pagassem as mensalidades escolares de seus filhos, mas também reforçou sua confiança no desenvolvimento agrícola do país.

"Apreciamos a experiência dos especialistas chineses e acreditamos que cada vez mais agricultores locais no país se beneficiarão disso", acrescentou ela.

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