Hangzhou, 13 fev (Xinhua) -- A China deu um passo importante em direção à construção de uma infraestrutura espacial alimentada por inteligência artificial (IA), com uma constelação de satélites implantando 10 modelos de IA em órbita e estabelecendo redes inter-satélites.
A implantação demonstra aplicações de IA em exploração do espaço profundo, desenvolvimento de cidades inteligentes e levantamentos sobre recursos naturais, segundo o Zhejiang Lab, que desenvolveu a constelação com parceiros globais.
A China colocou 12 satélites, o primeiro grupo da constelação de computação espacial chamada "Constelação de Computação de Três Corpos", em órbita em maio de 2025.
Após quase nove meses de testes em órbita, a constelação demonstrou capacidades essenciais, incluindo rede, computação, implantação de modelos e verificação de carga útil científica.
Entre os modelos baseados no espaço, estão um modelo de sensoriamento remoto com 8 bilhões de parâmetros e um modelo astronômico de domínio temporal também com 8 bilhões de parâmetros. Esses modelos estão entre os modelos de IA com maiores parâmetros operando em órbita no mundo.
Em novembro de 2025, o modelo de sensoriamento remoto realizou um censo de infraestrutura em 189 quilômetros quadrados no noroeste da China, identificando automaticamente estádios e pontes, apesar da forte cobertura de neve.
Para pesquisas astronômicas, dois satélites equipados com detectores de polarização de raios-X cósmicos implantaram um modelo de IA que classifica rapidamente explosões de raios gama em órbita com 99% de precisão, reduzindo drasticamente os tempos de transmissão e processamento de dados.
A equipe também alcançou conexões inter-satélites entre seis satélites, um passo crucial rumo ao desenvolvimento da rede espacial.
Assim que seus mais de mil satélites planejados estiverem em órbita, a constelação fará uma escala de 100 quintilhões de operações por segundo, segundo o laboratório.
"Com uma constelação de computação, parte dos dados pode ser processada no espaço e entregue diretamente aos usuários", disse Li Chao, do Zhejiang Lab.

