(Multimídia) Isenção mútua de vistos impulsionará turismo e comércio entre China e Brasil-Xinhua

(Multimídia) Isenção mútua de vistos impulsionará turismo e comércio entre China e Brasil

2026-01-27 19:18:17丨portuguese.xinhuanet.com
Uma convidada lê um folheto no Pavilhão da China durante a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém, Brasil, em 12 de novembro de 2025. (Xinhua/Wang Tiancong)

   Guangzhou, 27 jan (Xinhua) -- Agências de turismo chinesas relataram um aumento no entusiasmo de turistas em viajar para o Brasil, com aumento acentuado nas buscas por viagens relacionadas ao país sul-americano após o anúncio de uma decisão para facilitar os vistos entre o Brasil e a China.

   O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou na última sexta-feira que o Brasil concederá isenção de certas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China em 2025 para cidadãos brasileiros, informou a Presidência da República.

   Segundo um comunicado oficial, a decisão foi tomada no contexto do aprofundamento da cooperação entre Brasil e China, com o objetivo de facilitar ainda mais os intercâmbios entre povos e promover a interação bilateral.

   Dados da plataforma de viagens chinesa Qunar mostraram que Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília foram as três cidades mais pesquisadas, cada uma registrando aumento de mais de cinco vezes em relação à semana anterior, com Beijing, Shanghai, Guangzhou, Hangzhou e Shenzhen como os cinco pontos de partida mais populares.

   O Brasil tem se destacado como um dos destinos internacionais de viagem que mais crescem nos últimos anos, segundo Yang Han, pesquisador do Qunar Big Data Research Institute. Para a próxima Festa da Primavera, o Brasil ocupa o 6º lugar entre os países com maior crescimento em reservas de passagens, registrando um aumento de 170% em termos anuais.

   Com 2026 marcado como o Ano da Cultura China-Brasil, a recente política de isenção de visto reduzirá ainda mais as barreiras de viagem, e aumentará a disposição dos turistas chineses em visitar o Brasil, segundo Yang.

   Como a maior economia da América Latina e um dos principais parceiros comerciais da China, a política de isenção de visto do Brasil não apenas beneficiará o turismo, mas também abrirá novas oportunidades em investimentos, cooperação em ciência e tecnologia, entre outros setores.

   Especialistas destacam que a política de isenção de visto promoverá a expansão global das empresas chinesas no Brasil, reduzindo significativamente os custos de comunicação e coordenação. Isso facilita a participação de empresários chineses em feiras no Brasil e a realização de inspeções em minas, fazendas, parques industriais, além de projetos de energia, infraestrutura e telecomunicações, encurtando o tempo necessário para a tomada de decisões.

   A China está implementando uma política experimental de isenção de visto para cidadãos do Brasil de 1º de junho de 2025 a 31 de maio de 2026. Desde o início da política, o número de compradores brasileiros na Feira de Importação e Exportação da China, também conhecida como a Feira de Cantão, aumentou significativamente, com um crescimento de 33,2% na 138ª edição da feira, realizada em outubro de 2025.

   Empresas chinesas afirmam que a nova política de isenção de visto aumentará seu interesse em participar de exposições no Brasil e impulsionará o crescimento das relações econômicas e comerciais bilaterais.

   Para as empresas participantes das feiras comerciais no Brasil, a política é um grande benefício para aprofundar sua presença no mercado latino-americano, pois simplifica os procedimentos de viagem e permite que as empresas se concentrem mais na preparação de exposições, no contacto com clientes e na pesquisa de mercado.

   A isenção de vistos também construiu uma ponte conveniente para o intercâmbio científico, tecnológico e de talentos entre a China e o Brasil, aprofundando a cooperação em áreas vantajosas para ambos os países.

   Eduardo Torres, um brasileiro que vive na China há 26 anos e atualmente é chefe global de materiais de uma multinacional de calçados, afirmou que essa facilitação recíproca é a pedra angular para uma integração econômica e cultural mais profunda. Ela reduz drasticamente as barreiras para profissionais de negócios, investidores e empresários, tornando mais fácil explorar oportunidades, participar de feiras comerciais e fechar acordos.

Um participante posa para foto no Pavilhão da China durante a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém, Brasil, em 10 de novembro de 2025. (Foto por Claudia Martini/Xinhua)

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