(Multimídia) Trump afirma que EUA irão "administrar" Venezuela após captura de Maduro-Xinhua

(Multimídia) Trump afirma que EUA irão "administrar" Venezuela após captura de Maduro

2026-01-04 10:22:30丨portuguese.xinhuanet.com
Uma pessoa manifesta-se perto do Palácio Miraflores, em Caracas, capital da Venezuela, em 3 de janeiro de 2026. As forças armadas dos EUA lançaram uma série de ataques contra a Venezuela na madrugada de sábado, tendo alegadamente capturado o presidente Nicolás Maduro e levado-o para fora do país. (Str/Xinhua)

   Washington, 3 jan (Xinhua) -- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no sábado que os Estados Unidos irão "administrar" a Venezuela depois que as forças armadas americanas invadiram o país e capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, que estão sendo transportados para Nova York.

   "Nós vamos administrar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa", anunciou Trump em uma coletiva de imprensa em seu clube privado Mar-a-Lago, na Flórida.

   "Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar com a mesma situação que tivemos ao longo de muitos anos. Por isso, vamos continuar a administrar o país," afirmou ele.

   "Estamos lá agora. Vamos ficar até que a transição adequada possa ocorrer", acrescentou Trump, sem oferecer um prazo para a duração prevista dessa transição de poder.

   Mais tarde, ele disse que altos funcionários dos EUA, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, iriam trabalhar com uma equipe para ajudar a administrar a Venezuela.

   Trump se recusou a descartar a possibilidade de um maior envolvimento militar dos EUA. "Não temos medo de enviar tropas para o terreno", afirmou.

   Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, declarou na coletiva de imprensa que as tropas americanas permanecerão na região após ataques em grande escala à Venezuela e a captura de Maduro.

   "Enquanto estamos aqui nesta manhã, nossas forças permanecem na região em alto estado de prontidão, preparadas para projetar poder, defender a si mesmas e nossos interesses na região", afirmou Caine.

   Questionado sobre uma possível presença militar dos EUA na Venezuela durante o período de transição, Trump disse: "Não, vamos ter uma presença na Venezuela no que diz respeito ao petróleo, porque estamos enviando nossos especialistas. Vocês podem precisar de algo, mas não muito."

   Trump disse que planeja autorizar as gigantes petrolíferas americanas a tomarem o controle e a investirem na infraestrutura energética da Venezuela e "começarem a gerar receita para o país", acrescentando que o embargo a todo o petróleo venezuelano "continua em pleno vigor".

   "É muito importante ressaltar que o embargo a todo o petróleo venezuelano continua em pleno vigor. A armada americana permanece em prontidão, e os Estados Unidos mantêm todas as opções militares até que as exigências dos Estados Unidos sejam plenamente atendidas e satisfeitas", afirmou Trump.

   "Vamos extrair uma quantidade enorme de riqueza do solo. Essa riqueza irá para o povo da Venezuela e para as pessoas de fora da Venezuela que costumavam estar na Venezuela", afirmou Trump. "Ela também irá para os Estados Unidos da América na forma de reembolso pelos danos que esse país nos causou."

   Ao reprimir Maduro e lançar uma campanha de pressão militar que durou meses, Trump afirmou que seu governo "supera" a Doutrina Monroe, estabelecida no início do século XIX.

   Várias manifestações com o lema "Não à guerra contra a Venezuela" estão previstas para sábado, em Washington, Chicago, Nova York e outras cidades dos Estados Unidos.

   "Precisamos ir às ruas e dizer não a outra guerra sem fim! O povo deste país não quer outra guerra! Uma guerra dos EUA causaria morte e destruição ao povo da Venezuela", afirmou a Answer Coalition, uma das organizadoras, em um comunicado à imprensa.

   Os recentes ataques dos EUA contra a Venezuela e a captura de Maduro suscitaram condenação e preocupação em todo o mundo.

   Logo após o início do ataque, o governo venezuelano denunciou a "agressão militar" dos Estados Unidos, acrescentando que o ataque teve como alvo instalações civis e militares em pelo menos quatro estados do país.

   O secretário-geral da ONU, António Guterres, ficou profundamente alarmado com as ações militares dos EUA, afirmou seu porta-voz em comunicado.

   "O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito -- por todos -- ao direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Ele está profundamente preocupado com o fato de as regras do direito internacional não terem sido respeitadas", afirmou o comunicado divulgado pelo porta-voz Stephane Dujarric.

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