Rio de Janeiro, 30 dez (Xinhua) -- O governo brasileiro concluirá em 2026 o maior ciclo de investimentos em infraestrutura da história recente, com quase 400 bilhões de reais (cerca de US$ 70,8 bilhões) investidos em rodovias, ferrovias e mobilidade, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Em entrevista ao programa oficial "A Voz do Brasil", o ministro destacou que, para viabilizar esse volume recorde de investimentos, o governo federal ampliou significativamente as parcerias com o setor privado por meio de concessões que permitem a aceleração de projetos estratégicos em todo o país.
Segundo Renan Filho, entre 2023 e 2025, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou 22 leilões de concessões, em comparação com apenas seis entre 2019 e 2022. Essas operações atraíram aproximadamente 240 bilhões de reais (cerca de US$ 42,5 bilhões) em novos contratos para alargamento de rodovias, construção de vias de acesso urbanas, melhoria da sinalização e iluminação pública e criação de áreas de descanso para caminhoneiros.
"A meta é encerrar o mandato atual com 36 concessões e cerca de 400 bilhões de reais contratados para infraestrutura rodoviária, o que representará o maior ciclo de investimentos da história do Brasil", afirmou o ministro, destacando que o país já registra recordes mensais tanto em investimentos rodoviários quanto ferroviários.
Renan Filho explicou que as concessões permitem ao governo atrair capital privado para projetos de grande porte que o Estado não conseguiria financiar sozinho, mantendo, ao mesmo tempo, tarifas escalonadas que reduzem os custos para veículos menores e oneram mais os veículos pesados, responsáveis pelo maior desgaste das rodovias. "Isso cria um ciclo virtuoso, impulsionando a economia, gerando empregos e melhorando a qualidade das rodovias", enfatizou.
Além das concessões, o governo federal intensificou o investimento público direto. Enquanto a administração anterior destinava aproximadamente 6 bilhões de reais anualmente (cerca de US$ 1,06 bilhão) para rodovias, o governo atual aumentou esse valor para cerca de 15 bilhões de reais por ano (em torno de US$ 2,65 bilhões).
O ministro listou dezenas de projetos em andamento ou recentemente inaugurados em praticamente todas as regiões do país, incluindo pontes, ampliação de trechos importantes de diversas rodovias federais e outros projetos significativos em todo o território nacional.
No setor ferroviário, Renan Filho destacou que o Brasil está vivenciando um nível recorde de investimentos. Ele mencionou a expansão de concessões como a Rumo Malha Paulista e a MRS, a conclusão da Ferrovia Norte-Sul e o andamento de grandes projetos de infraestrutura, como a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) e a Transnordestina, que juntas empregam aproximadamente 15 mil trabalhadores.
Ele também antecipou novos leilões ferroviários planejados para 2026, incluindo o Ferrogrão, a Ferrovia 118 e o Anel Viário Paulista, cujo objetivo é retirar o tráfego de cargas do centro da maior cidade do país e melhorar a mobilidade urbana.
Olhando para o próximo ano, o ministro afirmou que 2026 será o período de maior conclusão de obras de infraestrutura da atual administração. "Estamos retomando projetos que estavam paralisados e que agora estão entrando em suas fases finais. Será um ano decisivo, com projetos concluídos em todas as regiões do Brasil", concluiu.

