Beijing, 28 ago (Xinhua) -- A China pede às Filipinas que deixem de exagerar as questões marítimas entre os dois países e parem com qualquer violação ou provocação que possa complicar a situação, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China nesta quinta-feira.
O porta-voz Guo Jiakun fez as observações em uma coletiva de imprensa regular em resposta aos comentários agressivos feitos por oficiais do governo e exército filipinos sobre a questão de Ren'ai Jiao nos últimos dias.
Observando que Ren'ai Jiao, como parte de Nansha Qundao, é território da China, Guo disse que as atividades dos navios chineses em águas sob a jurisdição da China são legítimas, legais e irrepreensíveis.
Guo apontou que, ao manter seu "navio de guerra" "aterrado" em Ren'ai Jiao por décadas, as Filipinas infringiram continuamente a soberania da China e violaram a Declaração sobre a Conduta das Partes no Mar do Sul da China, especialmente o Artigo 5, que diz que as partes devem se abster de ações de habitação nas ilhas e recifes desabitados.
Desde o início, a China exigiu que as Filipinas rebocassem o navio e restaurassem o estado de Ren'ai Jiao de não hospedar pessoal ou instalações, acrescentou Guo.
Nos últimos anos, em espírito humanitário, a China permitiu que as Filipinas reabastecessem necessidades básicas, com a condição de que não enviassem materiais de construção ao "navio de guerra" e informassem a China com antecedência, permitindo uma verificação no local. A China chegou a um acordo provisório com as Filipinas nesse sentido, o que demonstra plenamente a boa vontade e sinceridade da China em manter a situação sob controle em Ren'ai Jiao, disse Guo.
Mas, por algum tempo, a repetida violação e provocação das Filipinas no mar infringiu gravemente a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos da China, interrompeu a paz e a estabilidade no mar e minou a base política entre os dois países para a gestão adequada das questões marítimas, disse Guo.
A China está firmemente determinada em defender sua integridade territorial e direitos e interesses marítimos, disse o porta-voz.

