Beijing, 27 mar (Xinhua) -- A China ampliou a sua participação como principal destino da soja brasileira nos dois primeiros meses de 2025, respondendo por 79% do total, apesar de um recuo nas exportações totais do Brasil nesse período, indicou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) do Brasil.
O Brasil, como o maior exportador global de soja, registrou embarques totais de 10,7 milhões de toneladas entre janeiro e fevereiro de 2025, uma queda de 11% ante 12 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
Segundo uma reportagem do China-Luso Brief (CLBrief), a diminuição tem a ver com o início mais lento das atividades do Brasil no começo deste ano, devido à quebra de colheitas em 2024 e ao atraso no ciclo da safra 2024/2025.
O CLBrief avaliou que a subida da fatia nos embarques brasileiros de soja para a China, o maior importador mundial de soja, reflete a realocação estratégica da China diante das tensões comerciais com os Estados Unidos.
Em 4 de março, a China anunciou contramedidas para produtos agrícolas norte-americanos, incluindo uma taxa adicional de 10% sobre sojas importadas dos EUA.
Segundo a ANEC, o Brasil deve exportar 14,798 milhões de toneladas de soja em março, um crescimento de 9,2% ante o mesmo período do ano passado e 54,4% em relação a fevereiro deste ano.